Poeta mundano, Adalberto de Queiroz dialoga entre a aldeia e o universal
Por Redação — Jornal Opção

Nasr Fayad Chaul
Especial para o Jornal Opção
Adalberto Queiroz é poeta mundano, do mundo, das artes e da escrita. Metropolitano, goiano, humano. Seu catolicismo à flor da pele transborda em orações poéticas em muitos versos de muitos Cantos.
Dialoga com poetas do mesmo canto clerical, expressa poemas de muitos outros que a profissão de fé não alcançou. Anda pelos quatro cantos, entoa cantos e cantigas na boa companhia de poetas imaculados no contra canto da cultural universal.
Não se trata de apenas poesia. São ensinamentos de sua vasta cultura, de suas diversas leituras, socializadas com os pares e públicos. Adalberto tornou-se um flâneur benjaminiano, um errante de rumos certos. Tenho tido muito gosto em ler o prosador nas chamadas crônicas em jornais, sua imersão nos textos analíticos e agora na poesia do novo livro “Cantos”. Poesia madura, sofrida, mergulhada no âmago do conhecimento acumulado.

Não sou analista de poesia e nem crítico capaz de avaliar literalmente um livro desse porte. Apenas gosto ou me familiarizo. Pra mim, diferente de um de seus poemas, palavra não é repetição. Mas não posso deixar de caminhar com Beto entre Claudel e Osvald, com Manuel e Schmidt, onde restam somente os homens e, então, sua poesia. Por fim, para os que entoam esses Cantos, tudo é “nonada”.
Se canta Gerardo no Ceará, a poesia flora mesmo em Goiás. Tem um erro pois Goiás produz vinho e veias. E Cantos. Depois disso entendemos como uma Vila (Jaiara) pariu uma cidade inteira no Cerrado, uma bela polis, uma AnáPolis. Adalberto é grande, a poesia uma orquestra onde cabe sonoridade e o encantamento de Cantos.
Nasr Fayad Chaul, professor aposentado da UFG, doutor em história pela USP, letrista, é colaborador do Jornal Opção.
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Fonte: Jornal Opção