Moraes: “Márcio Chaer representava o melhor do jornalismo”

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes prestou neste sábado (3) uma homenagem ao jornalista Márcio Chaer, fundador do Consultor Jurídico (ConJur), destacando sua independência profissional, sua atuação na cobertura do Poder Judiciário e sua defesa do Estado Democrático de Direito.

Em sua nota, Moraes contrapôs o jornalismo praticado por Chaer aos fenômenos da desinformação, das milícias digitais e do discurso de ódio.

“Em tempos de tanta desinformação, milícias digitais e discurso de ódio, Márcio Chaer representava o melhor do jornalismo, com inteligência, seriedade, competência e independência”, afirmou.

“O maior e melhor jornalista especializado no Poder Judiciário”

Alexandre de Moraes fez uma das mais enfáticas manifestações sobre a importância profissional do fundador do ConJur.

“Tornou-se o maior e melhor jornalista especializado no Poder Judiciário brasileiro, sempre defendendo de maneira intransigente o Estado Democrático de Direito”, declarou o ministro.

Fundado por Chaer em 1997, o ConJur se consolidou como uma publicação especializada na cobertura do Poder Judiciário, do Ministério Público, da advocacia e do Direito. O veículo passou a acompanhar diariamente as principais decisões, teses e tendências da jurisprudência brasileira.

Ao longo de quase três décadas, o trabalho desenvolvido por Chaer ajudou a estabelecer o jornalismo jurídico como uma área especializada da imprensa brasileira, levando ao público informações e debates que anteriormente circulavam sobretudo entre tribunais, escritórios de advocacia e universidades.

A influência alcançada pelo ConJur também pode ser medida por sua presença no próprio Judiciário: o veículo tornou-se o mais citado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

Defesa do Estado Democrático de Direito

A defesa das garantias constitucionais foi um dos elementos destacados por Moraes na trajetória de Chaer.

Sob sua direção, o ConJur ganhou projeção também por assumir posições críticas em momentos decisivos da história recente do país. Durante a Operação Lava Jato, por exemplo, o veículo publicou reportagens e análises questionando procedimentos adotados pela operação e apontando possíveis abusos e violações de garantias jurídicas.

A publicação estabeleceu como um de seus princípios editoriais a valorização do direito de defesa, contrapondo-se a uma cobertura judicial centrada exclusivamente na perspectiva da acusação.

“Combateu o bom combate”

Alexandre de Moraes encerrou sua manifestação prestando solidariedade aos familiares e amigos de Chaer e recorrendo a uma expressão de forte significado para resumir sua trajetória.

“Meus sentimentos a seus familiares e amigos, na certeza de que Márcio Chaer combateu o bom combate.”

A nota de Moraes se soma às manifestações de pesar de integrantes do Supremo Tribunal Federal e de outras instituições do sistema de Justiça pela morte do jornalista.

Em quase três décadas à frente do ConJur, Márcio Chaer construiu uma obra que aproximou o jornalismo do Direito e tornou a cobertura do Judiciário uma área central da imprensa brasileira. Na definição de Alexandre de Moraes, fez isso com “inteligência, seriedade, competência e independência”.

Fonte: Brasil 247

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