Campanha de Lula pede ao TSE investigação sobre fechamento de Embaixada dos EUA

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Por Vinícius Nunes — Carta Capital

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Equipe defende que o caso seja considerado um novo elemento na ação que apura suposta articulação de Flávio e Eduardo Bolsonaro com o governo Trump

A campanha do presidente Lula (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que considere a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos no Brasil como um novo fato na ação que apura uma suposta interferência estrangeira nas eleições de 2026 . A petição foi apresentada na sexta-feira 2 pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais, que move a ação contra Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, Eduardo Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice. 

A representação diplomática norte-americana anunciou na noite de quinta-feira 1º a suspensão, a partir de sexta, dos serviços consulares da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e dos consulados no País. O comunicado atribuiu a decisão a “ preocupações com a segurança ”, mas não informou qual ameaça motivou a medida . Funcionários também foram orientados a trabalhar remotamente. 

A campanha de Lula sustenta que o episódio deve ser incorporado à investigação já em andamento. A tese apresentada pela coligação é que haveria uma estrutura de intervenção externa no processo eleitoral brasileiro, dividida, segundo os advogados, em frentes “comunicacional, institucional e diplomática”. A campanha relaciona essa estrutura à atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro junto ao governo de Donald Trump . 

Um dos pontos acrescentados pela campanha é a informação, atribuída a reportagem da TV Band , de que a decisão de suspender os serviços teria partido diretamente de Marco Rubio , secretário de Estado dos Estados Unidos. 

A iniciativa da campanha ocorre em um cenário de crescente tensão entre os governos Lula e Trump. Desde 2025, Brasil e Estados Unidos entraram em uma disputa que envolveu tarifas comerciais, sanções contra autoridades brasileiras e manifestações de Trump sobre o processo judicial contra Jair Bolsonaro (PL). 

O tema chegou também ao Congresso dos Estados Unidos. Em 28 de setembro, os senadores Jeanne Shaheen , Tim Kaine e Peter Welch escreveram a Rubio e e questionaram se o governo Trump se comprometeria a reconhecer o resultado certificado das eleições brasileiras e a manter relações diplomáticas normais com qualquer candidato escolhido pelos eleitores. 

Na quinta, a três dias do primeiro turno, Trump disse que acompanha “de perto” as eleições brasileiras . Na ocasião, contudo, evitou declarar apoio público a Flávio ou a qualquer outro candidato. 


Vinícius Nunes

Repórter de CartaCapital baseado em Brasília. Cobre os Três Poderes. Já trabalhou em Jovem Pan, Poder360, UOL, Blog do Noblat, JOTA e SBT News.

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Fonte: Carta Capital

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