Eduardo Bolsonaro condenado de novo
Por CartaCapital — Carta Capital
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Por 7 a 3, o STF decide que o ex-deputado cometeu difamação contra Tabata Amaral em post de 2021
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF a um ano de prisão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de multa de 80 mil reais pelo crime de difamação contra Tabata Amaral. O julgamento ocorreu no plenário virtual e terminou em 7 a 3. Acompanharam o voto de Alexandre de Moraes, o relator, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça votaram pela absolvição. A ação penal foi motivada por postagens do então deputado federal nas redes sociais, em outubro de 2021, nas quais afirma que a colega defendia um programa de distribuição de absorventes para atender aos interesses do empresário Jorge Paulo Lehmann e de uma empresa. Moraes acolheu a defesa da deputada ao concluir que as declarações ultrapassaram o debate político legítimo e feriram sua honra. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados por excesso de faltas.
Imagem: Javier Torres/AFP
Reviravolta – Após passar mais de 40 anos no corredor da morte, Douglas Stewart Carter, um homem negro de 71 anos, deixou a prisão em Utah, nos Estados Unidos. Condenado, em 1985, pelo assassinato de Eva Olesen, Carter sempre negou o crime e disse que sua confissão ocorreu sob ameaça. Um novo exame de DNA mostrou que o material genético encontrado na cena não pertence ao condenado. O resultado enfraquece a acusação, segundo o juiz do caso, mas não encerra o processo. Um novo julgamento está previsto para 2027.
O despejo de uma idosa em Madri causa indignação e leva milhares às ruas
A Espanha luta contra a especulação imobiliária – Imagem: Josep Lago/AFP
Maricarmen Abascal, de 87 anos, foi retirada à força em uma maca do apartamento onde vivia há mais de sete décadas em Madri, após a Justiça acatar uma ordem de despejo do fundo de investimento que comprou o imóvel no bairro do Retiro. Depois de centenas de ativistas entrarem em confronto com a polícia na porta do prédio, tentando evitar que a octogenária fosse expulsa da sua casa, cerca de 30 mil foram às ruas em um protesto em massa contra a grave crise imobiliária que assola a Espanha. Em resposta às dezenas de barracas que ocuparam por dias a praça Puerta del Sol em um acampamento que pedia o fim da especulação imobiliária e mudanças na legislação que regula os aluguéis e despejos, o governo de coalizão espanhol anunciou um decreto com mudanças e restrição a despejos. Agora, o Congresso precisa votar as medidas em até um mês. Por fim, Maricarmen conseguiu um acordo e voltará para sua casa com um contrato de oito anos e um valor que não ultrapasse 30% da sua aposentadoria.

Sem conversa – Donald Trump rejeitou as condições impostas pelo Irã para que o país reabrisse o Estreito de Ormuz e voltasse às negociações sobre o programa nuclear. Washington teria de suspender o bloqueio naval aos portos iranianos, revogar sanções e cumprir um cessar-fogo com o Líbano. O norte-americano desdenhou, e disse que a República Islâmica queria o acordo pois estava “perdendo feio”. “Eles querem fechar um acordo e acho isso ótimo. Eu também gostaria. Mas esse acordo não seria aceitável.” A falta de solução fez o preço do petróleo disparar novamente.
Imagem: Jospin Mwisha/AFP
Calamidade – A atual epidemia de ebola na República Democrática do Congo, que começou em maio, é a mais letal da história do país e a segunda do mundo, com mais de 8 mil casos e quase 4 mil mortes, com agravantes: fome, miséria e ameaça de grupos armados.
Publicado na edição n° 1433 de CartaCapital, em 07 de outubro de 2026.
Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘A Semana’
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Fonte: Carta Capital