Debate da Globo é golpista, quer colocar Lula na cadeira da derrota e do jornalismo de edição parcial

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Por Davis Sena Filho — Brasil 247

Atenção: Lula não deveria ir ao debate golpista da Globo.

É bizarra e abusiva a decisão da TV Globo de intimidar candidatos à Presidência da República, em especial o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de maneira a tentar impor uma “obrigação” de o candidato não recusar seu “convite” para participar de debate, quando estarão presentes como agressores os candidatos que os irmãos Marinho desejariam como presidentes do Brasil e que compartilham pensamentos econômicos e sociais parecidos com o modo de os coronéis midiáticos verem o mundo.

Eles querem candidatos de preferência de direita, de pensamento econômico neoliberal, que transforme o Estado em apenas uma plataforma de sustentação dos interesses econômicos e políticos da milionária burguesia deste País rico de povo pobre. Se Lula não for ao debate, sua cadeira estará presente com seu nome a indicar sua ausência e, inacreditavelmente, os três políticos de direita convidados para o debate — Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) — poderão fazer perguntas a Lula como se ele estivesse presente no cadafalso montado nos estúdios da Globo, com os dedicados César Tralli e Renata Vasconcellos a demonstrar toda sua lealdade canina aos seus patrões bilionários.

A Rede Globo não quer debate; ela quer massacre ao colocar Lula como alvo durante três horas e meia apenas a três dias das eleições presidenciais, de maneira a haver a possibilidade de o mandatário ser agredido aos 80 anos de idade por adversários de direita e de extrema direita. Eles são inimigos políticos que desejam ver sangue e impor a Lula humilhações e agressões em forma de insultos como jamais se viu nos debates de televisão, inclusive nos embates mequetrefes da Globo, uma emissora poderosa cujos donos são de uma família de longa tradição golpista.

Tal televisão se autodenomina “global”, mas preserva essencialmente seus interesses privados, apesar de ser uma concessão pública. Porém, comporta-se de maneira autoritária, com “regras” criadas por ela que beneficiam, recorrentemente, o campo ideológico da direita, como se viu em debates anteriores, a termos como péssimo exemplo a escandalosa edição do debate de 1989, que arbitrariamente colocou Lula em uma situação de desvantagem perante o candidato de direita da Globo, Fernando Collor de Mello — o Caçador de Marajás, que anos depois foi condenado com uma pena de 8 anos e 10 meses de cadeia em regime fechado.

Todo mundo está careca de saber que tais “debates” da Globo comportam os interesses políticos de seus proprietários, bem como não servem para nada, a não ser como arma política para serem repercutidos nos jornais televisivos da emissora, de maneira editada e conforme os interesses políticos da família Marinho. Trata-se de um grupo privado, um oligopólio ligado aos grandes conglomerados econômicos, tanto internacionais quanto nacionais. A Globo, definitivamente, não está preocupada com o bem-estar da sociedade e com o desenvolvimento do Brasil. Ponto.

Por ter entre suas inúmeras empresas uma rede de televisão, como sempre em todas as eleições presidenciais, desde 1989, a família Marinho e seus capitães-do-mato travestidos de jornalistas organizam “debates” que servem como armadilhas, porque direcionados a favorecer candidaturas conservadoras, que não têm quase nada a apresentar em termos sociais que beneficiaram a população brasileira, mas o contrário acontece com o Lula e o PT, que historicamente sempre trataram de melhorar a condição de vida do povo brasileiro, bem como sempre se preocuparam e fazer com que o Brasil se organizasse para se tornar uma potência e deixar de ser o eterno País do futuro.

A Globo realiza “debates” engessados com “regras” estabelecidas para que geralmente o candidato progressista não tenha destaque e fique sob o jugo de candidatos que defendem os interesses do grande capital, a exemplo agora de Ronaldo Caiado, Augusto Cury e, principalmente, Flávio Bolsonaro, um aventureiro que já prometeu entregar todas as empresas públicas brasileiras e submeter o Brasil aos interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos, em especial se tornar subserviente politicamente e exportador de commodities. A Globo, depois do “debate”, irá editá-lo conforme os interesses políticos e eleitorais dos irmãos Marinho, inimigos históricos dos presidentes e candidatos a presidente trabalhistas, desenvolvimentistas, nacionalistas e de esquerda.

Portanto, lá vem a Globo com seu jornalismo surrado, de péssima qualidade, partidário, parcial e manipulador. Trata-se, sem sombra de dúvida, do verdadeiro, autêntico e genuíno jornalismo de esgoto, que escancara seus interesses econômicos em detrimento da grande maioria da população do Brasil. A Globo quer impor a Lula uma cadeira vazia e assim propiciar que os adversários o ataquem sem trégua, durante mais de três horas, porque mais do que qualquer coisa, os três são de direita e convergem com a Globo no que diz respeito a ser eleito presidente um candidato de direita com projeto neoliberal para a economia.

O golpista Grupo Globo, acima de tudo, é fiel a uma única “divindade”: o deus Mamon. A ele os Marinho dedicam uma verdadeira e pérfida idolatria somada à implementação de um projeto econômico neoliberal, ou seja, concentração brutal de renda e riqueza, além da diminuição ou congelamento dos investimentos públicos. Contudo, se o governante apoiado pelos irmãos Marinho for mais radical e de preferência de direita e implementar um projeto ultraneoliberal, tal família é capaz de morrer de prazer e contentamento.

A verdade é que, caso os interesses econômicos e políticos dos irmãos Marinho se concretizem, Flávio Bolsonaro terá apoio. O que realmente importa a essa família, porta-voz e membro do grande capital nacional e internacional, é que a grande burguesia mantenha, ad aeternum, o controle do dinheiro público e o domínio sobre os investimentos do Estado. Isso inclui o alinhamento geopolítico com os Estados Unidos, a verdadeira paixão dessa elite irreversivelmente tomada pelo complexo de vira-lata.

Lula, na minha opinião, não deveria ir a esse debate sem sentido e que serve apenas para que a direita se locuplete com sua violência, sordidez e irracionalidade, a se comportar ainda como uma verdadeira escória que são esses candidatos milionários, que estão dispostos a qualquer coisa para que Lula não consiga se reeleger, bem como não possa se defender diante do enfrentamento contra três adversários de direita, pródigos em mentir e que não têm nenhum compromisso com a população deste País, a não ser com a classe dos endinheirados.

Que a Globo faça sua política de baixo nível, a interferir inconsequentemente e irresponsavelmente no processo eleitoral brasileiro, como fez em 1945 (Oposição e queda de Getúlio), 1954 (Tentativa de golpe e morte de Getúlio), 1964 (Golpe de estado e queda de Jango), 1984 (Manipulação sobre as Diretas Já para proteger interesses da ditadura militar), 1989 (Edição criminosa do debate Lula x Collor no JN), 2005 (Combate ferrenho ao Governo Lula com o caso Mensalão que surgiu em outros governos), 2016 (Golpe de estado contra Dilma Rousseff) e 2018 (Prisão injusta de Lula, sem provas e afastamento das eleições do político trabalhista, que liderava as intenções de voto). A Globo e O Globo estiveram em todas essas frentes golpistas e de combate aos interesses legítimos do povo brasileiro.

Como se vê e se percebe, os irmãos Marinho, donos do conglomerado Globo, têm lado e agem sem a menor censura para que seus interesses e daqueles que eles representam como porta-vozes sejam materializados. Lula não é obrigado a se expor perante inimigos dispostos a tudo, perigosamente, ainda mais com a biografia plena de serviços prestados que o mandatário tem em prol do povo brasileiro, além de ser um político de estatura global, mas combatido ferozmente pela provinciana, ignorante e violenta direita brasileira.

A direita, representante das elites econômicas, que luta por um País para poucos e um Estado voltado aos interesses da burguesia. Lula não deveria subir no cadafalso global, que tem por propósito desqualificá-lo, desrespeitá-lo e desconstruí-lo. Que seu nome fique escrito na cadeira vazia colocada pelos verdugos da Globo como uma bandeira dos brasileiros que querem mais democracia, mais comida na mesa, mais empregos, mais igualdade de oportunidades, mais salários, mais educação e saúde e mais soberania para o Brasil. A Globo não quer nada disso. Sua terrível história prova e comprova que ela é o avesso do bem-estar social, da emancipação total do povo brasileiro e da soberania do Brasil. É isso aí.

Fonte: Brasil 247

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