Executivo do New York Times é morto a tiros na Califórnia e suspeitos surpreendem

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Por Laís Gouveia — Brasil 247

247 – Jonathan McKinsey, de 40 anos, executivo do The New York Times, foi morto a tiros no sábado (26) em Dublin, cidade da Califórnia localizada a cerca de 56 quilômetros de São Francisco. Os sogros da vítima, Shouyong Zhang e Shili Chen, ambos de 77 anos, foram presos em conexão com o caso e são suspeitos de envolvimento no homicídio.

As informações foram divulgadas pela BBC nesta terça-feira (29). Segundo a polícia, McKinsey, que ocupava o cargo de diretor do setor de engenharia de jogos do jornal norte-americano, foi encontrado com vários ferimentos causados por disparos de arma de fogo em um estacionamento.

O The New York Times confirmou a morte do executivo. Até o momento, a polícia não divulgou qual teria sido a motivação para o crime.

Testemunhas ouvidas pela emissora KGO-TV afirmaram ter escutado uma sequência de tiros antes de encontrarem McKinsey ferido.

“Eu vi o homem cair no chão, com a cabeça e o peito cobertos de sangue”, disse Assad Razawi à emissora local.

A filha de Razawi também relatou que seu pai viu o casal de idosos “caminhando juntos e depois se afastando calmamente do local do tiroteio”.

Zhang e Chen foram presos poucos minutos depois por um policial que passava pela região. Segundo outra testemunha citada na reportagem, os dois permaneceram nas proximidades mesmo após os disparos.

McKinsey foi declarado morto ainda no local.

Os sogros da vítima estão detidos na Cadeia do Condado de Santa Rita, na Califórnia. Eles enfrentam acusações que incluem homicídio em primeiro grau, conspiração para cometer crimes, disparo intencional de arma de fogo por negligência grave e condutas que teriam colocado crianças em perigo.

A previsão é que o casal compareça ao tribunal nesta quarta-feira (30) para uma audiência de instrução.

O caso ocorre em meio a um histórico de conflitos familiares registrado em documentos judiciais do Condado de Alameda, segundo o próprio The New York Times. Os registros mostram pedidos de medidas protetivas apresentados tanto pela esposa de McKinsey, Candice Jang, quanto pelo executivo.

Em outubro de 2025, Jang solicitou uma medida protetiva contra o marido sob alegação de violência doméstica. Ela também pediu proteção para os três filhos do casal e para sua mãe.

Dois meses depois, em dezembro, McKinsey apresentou seu próprio pedido de medida protetiva contra a esposa, também alegando violência doméstica. Na mesma época, ele havia iniciado um processo de divórcio.

A existência dessas disputas judiciais integra o histórico familiar revelado após o assassinato, mas as autoridades não informaram se os processos anteriores têm relação direta com o crime. A motivação do homicídio permanece sob investigação.

Fonte: Brasil 247

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