Deputado estadual é alvo da PF por suspeita de pacto com facção na Paraíba

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – O deputado estadual Caio Roberto (MDB) foi alvo de operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (29) por suspeita de negociar apoio político-eleitoral com a facção criminosa Nova Okaida, grupo que atua em comunidades da Paraíba (PB), segundo Mirelle Pinheiro, do Metrópoles. Além do parlamentar, os investigadores também apuram a participação do secretário-chefe do Procon de João Pessoa (PB), Júnior Pires, que foi afastado do cargo por determinação judicial.

O parlamentar, que tem 41 anos, é natural de Campina Grande e graduado em Direito. Filho do ex-senador e deputado federal Wellington Roberto (PSD-PB), ele ingressou na carreira política no ano de 2010, ocasião em que foi eleito deputado estadual pela primeira vez. Posteriormente, Caio Roberto conquistou a reeleição em três pleitos consecutivos, nas eleições de 2014, 2018 e 2022. Para a disputa de 2026, o deputado busca novamente a reeleição.

De acordo com o que demonstram as investigações conduzidas pela Polícia Federal, integrantes da facção Nova Okaida valiam-se do controle territorial exercido sobre comunidades para negociar apoio político e conceder autorização para que candidatos pudessem ingressar nesses locais e realizar atos de campanha. Em contrapartida, as autoridades apuram a realização de pagamentos a uma liderança do grupo criminoso, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo a concessão de cargos e empregos na administração pública, além de outros benefícios.

Durante as diligências cumpridas ao longo da operação, os investigadores apreenderam R$ 220 mil em espécie. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. A Justiça Eleitoral determinou também o afastamento cautelar do secretário Júnior Pires por um período de 90 dias.

A investigação em andamento apura a prática de crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências da Polícia Federal buscam aprofundar a apuração dos fatos narrados e individualizar a conduta de cada um dos envolvidos no esquema.

Fonte: Brasil 247

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