Hotéis rurais ajudam a diversificar o turismo na Serra Catarinense
Por Márcio Diniz — Catraca Livre
Frio, geada, lareira e, em alguns anos, neve. A imagem mais conhecida da Serra Catarinense está associada ao inverno, mas a região vem ampliando a oferta de atrações para outras épocas do ano. Campos de altitude, cânions, araucárias, cachoeiras, rios, vinhedos e propriedades rurais formam um cenário que pode ser explorado também na primavera, no verão e no outono.
A hospedagem é parte importante dessa mudança. Hotéis-fazenda, pousadas rurais e empreendimentos voltados à natureza oferecem ao visitante uma experiência que combina estadia, gastronomia e atividades ao ar livre. Em muitos casos, a própria propriedade passa a ser parte do roteiro.
Entre as opções estão o Boqueirão Hotel Fazenda & Resort de Campo, em Lages; o Rio do Rastro Eco Resort, o Fazenda Santa Rita Turismo Rural, o Hotel Fazenda Rota dos Cânions e a Fazenda Santa Rita Turismo Rural, em Bom Jardim da Serra; e o Cerro Azul Hotel Fazenda, em Capão Alto.
Em Urubici, há alternativas como o Hotel Fazenda Serra do Panelão e a Serra Bela Eco Pousada. A oferta inclui ainda o Hotel Fazenda do Barreiro, na região de Urupema e Painel; a Pousada Rural Vista Alegre, em Bom Jardim da Serra; a Pousada Serra Catarinense, em São Joaquim; a Fazenda Gralha Azul, em Ponte Alta; e a Pousada Paraíso do Salto, em Lages.
A diversidade de hospedagens acompanha a própria geografia da região. No inverno, as baixas temperaturas favorecem programas ligados ao frio, à gastronomia e aos vinhos de altitude. Em outras estações, entram no roteiro trilhas, cachoeiras, rios, cavalgadas, cicloturismo e atividades de aventura.
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Turismo rural
O turismo rural ajuda a aproximar o visitante da história e dos costumes da serra. Em antigas propriedades e fazendas adaptadas para receber turistas, a experiência inclui contato com a rotina do campo, paisagens de altitude e culinária baseada em produtos locais.
Em Lages, a Coxilha Rica é um dos principais símbolos dessa combinação entre natureza e história. A área preserva trechos de antigas rotas utilizadas por tropeiros e reúne campos, rios, araucárias e propriedades rurais. Já municípios como Urubici, Bom Jardim da Serra, São Joaquim e Urupema concentram alguns dos cenários de maior altitude de Santa Catarina.
A Serra do Rio do Rastro e os cânions também ajudam a compor esse roteiro. A paisagem permite combinar contemplação e atividades ao ar livre, enquanto as propriedades rurais e pousadas funcionam como pontos de apoio para quem prefere uma viagem mais voltada ao descanso.
Gastronomia e vinhos
A gastronomia é outro elemento que ajuda a diversificar o turismo serrano. Carnes, queijos, pinhão, frutas de clima frio e produtos coloniais aparecem ao lado dos vinhos produzidos em áreas de altitude, segmento que ganhou espaço no mercado brasileiro.
A região também reúne cinco Indicações Geográficas (IGs): Maçã Fuji, Mel de Melato da Bracatinga, Vinhos de Altitude, Queijo Serrano e, mais recentemente, Carne Frescal. Os reconhecimentos ajudam a associar produtos específicos à identidade e à origem da serra.
Para o visitante, a combinação permite montar roteiros que vão além da paisagem. Uma viagem pode incluir hospedagem rural, visita a vinícolas, refeições com produtos locais, cavalgadas e caminhadas, por exemplo.
Uma região para o ano inteiro
A diversificação da oferta é importante para reduzir a concentração do turismo nos meses mais frios. A primavera traz temperaturas mais favoráveis às atividades ao ar livre; o verão favorece cachoeiras, rios, trilhas e passeios de bicicleta; e o outono combina temperaturas amenas com os roteiros gastronômicos e de enoturismo.
A Serra Catarinense passa, assim, a disputar a atenção de públicos diferentes: famílias, casais, praticantes de atividades de aventura, ciclistas, cavaleiros, apreciadores de vinho e viajantes interessados em natureza e descanso.
O inverno, naturalmente, continua sendo um dos principais períodos para conhecer a região. Mas a combinação de hospedagem rural, paisagens naturais, gastronomia, produção de vinhos e atividades ao ar livre amplia as possibilidades de viagem e ajuda a distribuir o movimento turístico ao longo do ano.
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Fonte: Catraca Livre