A esponja molhada não deve ficar no fundo da pia: enxaguar, espremer e deixar secar entre os usos reduz o tempo de umidade
Por Tamiles Santos Brito — Catraca Livre
Deixar a esponja de cozinha molhada e escondida no fundo da pia pode parecer um detalhe sem importância, mas a combinação de água, restos de alimentos e pouca ventilação cria condições favoráveis à sobrevivência e multiplicação de microrganismos. Por isso, enxaguar bem, retirar o excesso de água e deixar a esponja secar entre os usos são atitudes simples que ajudam a reduzir a contaminação cruzada na cozinha.
Por que a esponja molhada pode acumular tantos microrganismos?
A esponja retém água em seu interior e também pode guardar pequenas partículas de alimentos e gordura depois da lavagem de pratos, panelas e utensílios. Esse ambiente úmido oferece condições favoráveis para a sobrevivência de diferentes microrganismos, principalmente quando a peça permanece molhada por longos períodos.
A extensão da Universidade de Minnesota destaca que esponjas demoram para secar entre os usos e que a umidade favorece a sobrevivência e o crescimento de microrganismos como Salmonella e E. coli. A FDA também alerta que partículas de alimentos e contaminantes podem ficar retidos na estrutura da esponja, tornando sua limpeza difícil.
O que fazer com a esponja depois de lavar a louça?
O primeiro cuidado é enxaguar a esponja em água corrente para retirar restos de comida, detergente e gordura que ficaram presos no material. Em seguida, pressione-a para eliminar o máximo possível de água, sem deixá-la torcida ou amassada dentro da pia.
Depois, coloque a esponja em um suporte que permita a circulação de ar por todos os lados. O objetivo é fazer com que ela seque completamente entre os usos, em vez de permanecer em contato com a água acumulada no fundo da pia. A Universidade de Minnesota recomenda justamente a secagem ao ar e um suporte que favoreça a ventilação.
Quando a esponja de cozinha precisa ser substituída?
Não é preciso esperar a esponja ficar com aparência muito suja ou começar a apresentar cheiro desagradável para pensar na troca. Esses sinais podem aparecer somente depois que uma quantidade considerável de microrganismos já se acumulou no interior do material. Desgaste, rasgos e dificuldade para limpar completamente a peça também são motivos para descartá-la.
Como referência, a extensão da Universidade de Minnesota recomenda substituir esponjas a cada uma ou duas semanas, ou antes disso quando estiverem desgastadas. O USDA também orienta que, como as esponjas são difíceis de higienizar completamente, quem opta por utilizá-las deve comprar novas com frequência.
Como diminuir o risco de a esponja espalhar sujeira pela cozinha?
Além de mantê-la seca entre os usos, vale evitar utilizar a mesma esponja para limpar superfícies que tiveram contato com alimentos crus e depois levá-la diretamente para pratos, copos ou talheres. A preocupação é que microrganismos presentes nos resíduos possam ser transferidos para outras superfícies durante a limpeza.
Também é importante lembrar que uma esponja aparentemente limpa não é necessariamente livre de microrganismos. O USDA informa que métodos como micro-ondas ou máquina de lavar louça podem reduzir a carga microbiana em determinadas esponjas, mas não garantem que o utensílio deixe de representar risco de contaminação cruzada. Por isso, enxaguar, secar corretamente e substituir a peça regularmente continuam sendo medidas importantes.
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Fonte: Catraca Livre