China e Estados Unidos selam acordo com oito resultados e entendimentos estratégicos em visita de Xi Jinping
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – O presidente da China, Xi Jinping, realizou uma visita de Estado aos Estados Unidos entre quarta-feira (23) e sexta-feira (25), marcada por discussões aprofundadas com Donald Trump sobre a construção de uma relação construtiva de estabilidade estratégica. O encontro de cúpula resultou no estabelecimento de oito entregas e entendimentos bilaterais que abrangem desde cooperação econômica e de segurança até diálogo tecnológico e diplomacia ambiental.
Entre os principais pontos estabelecidos, Pequim e Washington concordaram formalmente em desenvolver uma relação estratégica construtiva e estável guiada pelos princípios de respeito, justiça e reciprocidade. No âmbito multilateral, os dois países acordaram apoio mútuo para a realização da Reunião de Líderes Econômicos da APEC e da Cúpula do G20, confirmando a intenção de ambos os chefes de Estado de comparecer aos respectivos eventos.
A agenda global e de segurança internacional também registrou consensos relevantes. Os dois líderes convergiram na avaliação de que o Irã deve honrar seus compromissos de não desenvolver armas nucleares e reafirmaram a proibição estrita de que qualquer país ou instituição imponha cobrança de taxas de pedágio em vias navegáveis internacionais. Além disso, os presidentes resgataram a memória histórica compartilhada das duas nações, lembrando a aliança estratégica entre China e Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, quando combateram lado a lado.
No pilar econômico e comercial, Xi e Trump reconheceram o papel positivo do mecanismo de consulta bilateral e endossaram os resultados obtidos pelas equipes negociadoras dos dois países. O pacote de medidas inclui a criação e o avanço do Conselho de Comércio (Board of Trade) e outros instrumentos operacionais, a formalização de um arranjo recíproco de redução tarifária estimado em US$ 30 bilhões e a extensão das diretrizes alcançadas nas consultas econômicas anteriores em Kuala Lumpur, com instruções explícitas de ambos os governos para a sua imediata implementação.
A cooperação policial e o combate ao narcotráfico transnacional também apresentaram avanços concretos. As autoridades dos dois lados destacaram a atuação conjunta de agências de aplicação da lei, que recentemente desmantelaram diversas operações ilegais envolvendo Novas Substâncias Psicotrópicas (NPS) e precursores químicos, resultando na prisão de dezenas de suspeitos em território chinês e norte-americano.
Visando aos desafios das novas tecnologias, foi acertada a criação do Diálogo China-EUA sobre Inteligência Artificial, dedicado a debater os riscos e benefícios da tecnologia. O próximo encontro do grupo está agendado para novembro de 2026, acompanhado pelo estabelecimento de um canal direto de comunicação bilateral para tratar especificamente de incidentes envolvendo sistemas de IA.
Símbolo tradicional da aproximação diplomática entre os países, o governo dos Estados Unidos deu as boas-vindas à chegada de dois ursos pandas gigantes, que serão cedidos por meio de arrendamento pela China ao Zoológico de Atlanta.
Paralelamente aos oito pontos centrais, as Forças Armadas de ambos os países avançaram no setor de defesa. Os militares chineses e norte-americanos concordaram em assinar, o mais breve possível, um memorando de entendimento focado em prevenção de crises e comunicação estratégica, além de manterem a cooperação contínua nas buscas pelos restos mortais de militares dos Estados Unidos desaparecidos em território chinês.
Fonte: Brasil 247