Dunas, fervedouros, rios cristalinos e cachoeiras em meio ao Cerrado: a pequena cidade tocantinense onde fica todo o Parque Estadual do Jalapão e que ainda abriga a comunidade conhecida pelo artesanato de capim-dourado

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Por Joaquim Luppi Fernandes — Catraca Livre

Conhecer o coração do Cerrado brasileiro exige visitar destinos autênticos onde a natureza intocada dita o ritmo da viagem. No leste tocantinense, o município de Mateiros concentra integralmente o Parque Estadual do Jalapão, reunindo cenários deslumbrantes que encantam viajantes do mundo inteiro.

As dunas douradas e os fervedouros de águas cristalinas transformam a região em um santuário de ecoturismo sustentável.

Por que Mateiros abriga todo o Parque Estadual do Jalapão?

A cidade possui uma localização privilegiada no mapa tocantinense, delimitando áreas essenciais de preservação ambiental. Todo o território do parque estadual está situado dentro dos limites municipais, garantindo proteção rigorosa aos ecossistemas nativos e à rica biodiversidade que floresce entre veredas e chapadões.

Essa posição geográfica singular transforma o local no ponto de partida indispensável para aventureiros. Além de resguardar patrimônios ecológicos valiosos, a região acolhe expedições guiadas que priorizam o ecoturismo sustentável, movimentando o setor hoteleiro e gerando renda vital para os moradores locais.

Quais atrativos naturais consagrados estão localizados no município?

Entre as atrações mais emblemáticas despontam as imponentes Dunas formadas pela constante erosão arenítica da serra vizinha. Os montes de areia dourada criam contrastes fascinantes com os cursos de água límpidos, oferecendo paisagens inesquecíveis que ganham tonalidades alaranjadas deslumbrantes durante o entardecer.

Outro tesouro imperdível é a famosa Cachoeira do Formiga, cuja piscina natural apresenta águas em tom verde esmeralda com visibilidade perfeita. Paralelamente, o Rio Novo impressiona pelo volume caudaloso e pela pureza de suas correntezas, ideais para contemplação e esportes aquáticos.

Abaixo, um vídeo do canal Vaz Aonde (Marcos Vaz) no YouTube que aprofunda os pontos discutidos neste tema:

Como a ressurgência das águas cria os fervedouros límpidos?

Os fervedouros representam nascentes onde a água subterrânea brota sob forte pressão pelas camadas profundas de areia fina. Esse fenômeno hidrográfico de ressurgência impede que as pessoas afundem, proporcionando uma experiência divertida de flutuação contínua em piscinas circundadas por palmeiras nativas.

Entre os poços mais célebres se destaca o histórico Fervedouro do Ceiça, considerado o pioneiro aberto à visitação pública. Cada nascente possui vazão própria e nuances cromáticas que variam do azul celeste ao esmeralda, exigindo regras estritas de preservação para proteger o solo arenoso.

Qual é a importância da Comunidade Quilombola Mumbuca?

O povoado quilombola Mumbuca guarda a memória viva e a tradição dos povos tradicionais no coração do Tocantins. Foi nessa comunidade histórica que nasceu o célebre artesanato confeccionado com hastes reluzentes, ganhando projeção internacional e sustentando dezenas de famílias locais com dignidade cultural.

As mulheres da comunidade trançam as reluzentes hastes vegetais utilizando finas linhas extraídas de folhas de buriti. Essa prática ancestral segue normas rigorosas de manejo sustentável durante a colheita no campo úmido, garantindo a regeneração contínua da planta típica que simboliza a identidade tocantinense.

Confira a seguir elementos fundamentais que compõem essa expressão cultural:

  • Técnicas manuais de trançado passadas entre sucessivas gerações quilombolas.
  • Colheita regulamentada das hastes apenas após a maturação das sementes nativas.
  • Confecção de peças exclusivas como cestos decorativos, mandalas, brincos e bolsas.
A comunidade quilombola Mumbuca mantém viva a tradição do artesanato em capim dourado com manejo sustentável.

Como planejar um roteiro completo por Mateiros no Jalapão?

Explorar o município requer planejamento detalhado devido à rusticidade dos acessos terrestres pelo sertão. O uso de veículos com tração quatro por quatro se mostra indispensável para vencer as extensas estradas de areia fofa que conectam as pousadas aos pontos turísticos isolados.

É recomendável reservar pelo menos quatro dias inteiros para cumprir os principais roteiros sem pressa excessiva. A presença de guias credenciados assegura navegação segura pelas trilhas arenosas, horários pontuais nos atrativos com limite de banhistas e respeito irrestrito às normas de conservação.

Leia mais: Fervedouros em que o corpo flutua sem afundar, dunas esculpidas pelo vento e uma cachoeira de 15 metros: a região do Tocantins onde os principais cartões-postais ficam entre estradas de areia e trajetos feitos em veículos 4×4

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Fonte: Catraca Livre

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