BNDES e Rio formalizam estudos para expansão das linhas 2, 3 e 4
Por Brasil 247 — Brasil 247
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Estado do Rio de Janeiro assinaram, nesta sexta-feira (25), um memorando de entendimentos para coordenar a estruturação de projetos de mobilidade urbana na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As iniciativas foram identificadas pelo Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU).
Assinado no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, o documento estabelece que o BNDES fará a estruturação da expansão do sistema metroferroviário em três eixos: a Linha 2, entre Estácio e Carioca/Praça XV, com potencial expansão da Pavuna até a Baixada Fluminense; a Linha 3, entre Carioca/Praça XV, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí; e a Linha 4, entre Jardim Oceânico, Alvorada e Recreio.
Para cada projeto, serão desenvolvidos os estudos previstos no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). No caso da Linha 3, o trabalho será realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e aproveitará estudos do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), elaborados no Projeto Prisma, que incluem diagnóstico técnico-operacional e urbanístico.
O memorando também prevê medidas institucionais, entre elas o avanço da governança metropolitana e da integração tarifária, com participação do Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia estadual voltada ao planejamento e à execução de políticas públicas na região metropolitana.
O diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, afirmou que os projetos já vinham sendo analisados pelo banco no ENMU e entrarão agora em suas fases iniciais de desenvolvimento. Segundo ele, os estudos deverão apontar eventuais atualizações necessárias e deixar os projetos preparados para futuras decisões de execução.
O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, disse que as propostas podem ampliar a integração da região metropolitana. Ele afirmou que o aproveitamento de estudos conduzidos por um banco de desenvolvimento pode evitar a contratação de novos trabalhos semelhantes pelo estado.
Também assinaram o memorando Glaydston Mattos Ribeiro, professor da UFRJ e pesquisador da Coppe/UFRJ, e o presidente do IRM, Roberto Leão. Ribeiro afirmou que um sistema de transporte adequado pode impulsionar setores da economia e contribuir para o desenvolvimento do estado.
Estudo nacional
Disponível no site do BNDES, o ENMU mapeia projetos e propõe políticas para a transformação do transporte público coletivo em 21 regiões metropolitanas brasileiras. O levantamento reúne 187 projetos de mobilidade urbana, que somam mais de 3 mil quilômetros de metrôs, BRTs, trens e veículos leves sobre trilhos (VLTs).
O estudo apresenta estimativas sobre redução de emissões de poluentes e gases de efeito estufa, sinistros de trânsito, demanda diária de passageiros e investimentos necessários. As propostas são avaliadas com base em mais de 100 indicadores técnico-operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos.
Segundo o BNDES, o conjunto das iniciativas analisadas poderá evitar 27 mil vítimas de sinistros de trânsito e 3 milhões de toneladas anuais de CO₂, além de reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento. O estudo estima benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões, potencial de mobilização de mais de 1 milhão de empregos e demanda de até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.
Elaborado entre 2024 e 2026, o ENMU considera projeções populacionais e de demanda para os próximos 30 anos, com o objetivo de subsidiar o planejamento de sistemas de transporte integrados, eficientes e sustentáveis.
Com informações da BNDES
Fonte: Brasil 247