‘No 2º turno, fica mais difícil para Flávio Bolsonaro se esconder’, avalia dirigente do PT

0

Por Leonardo Miazzo — Carta Capital

Menu

Jilmar Tatto considera improvável uma definição em 4 de outubro e avalia que Lula tem condições de atrair eleitores de Cury e outros expoentes da ‘terceira via’

Deputado federal e integrante do Diretório Nacional do PT, Jilmar Tatto (SP) considera provável que a disputa presidencial vá ao segundo turno, por avaliar que a maior parte dos eleitores da “terceira via” está convicta de sua escolha para o domingo 4. Projeta, porém, que Lula (PT) será o mais votado na semana que vem.

Segundo Tatto, iniciativas recentes do presidente, como o reajuste do Bolsa Família, alteram a pauta da eleição, capturada nas últimas semanas pela crise no Supremo Tribunal Federal.

Além disso, emenda o deputado, as revelações sobre a extensão do vínculo de Flávio Bolsonaro (PL) com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dão fôlego à candidatura de Lula. “Isso dá um um certo alento para entrarmos no segundo turno em primeiro lugar. O segundo turno é outra eleição, o debate é mais tête-à-tête, e fica mais difícil para Flávio se esconder e mentir.”

Jilmar Tatto resume o espírito da campanha de Lula como “otimismo responsável” . Questionado sobre o fato de não haver outras candidaturas competitivas na esquerda ou na centro-esquerda — cujos votos migrariam mais facilmente para o presidente no segundo turno —, o dirigente petista afirma ser possível conquistar eleitores de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

“O eleitor de direita que não vota em Flávio não quer Bolsonaro, não gosta de Bolsonaro”, declarou Tatto. “Tem gente identificada mais com a direita que, entre Flávio e Lula, prefere Lula, por achá-lo mais preparado ou por segurança, por não não querer uma aventura com um desconhecido.”

O PT, completou o deputado, tende a crescer no segundo turno e jamais venceu uma eleição presidencial na primeira volta. “Pode acontecer com Flávio o que aconteceu com Alckmin, que teve menos votos no segundo turno que no primeiro,” arriscou. É uma referência ao pleito de 2006, no qual o então tucano amealhou 39,9 milhões de votos no primeiro turno e 37,5 milhões no segundo. Lula venceu aquela disputa conquistando 46,6 milhões de votos na primeira rodada e 58,2 milhões na segunda.

De acordo com uma pesquisa Datafolha publicada nesta quinta-feira 24, Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno com 40%, ante 36% de Flávio. Em uma projeção de segundo turno há empate técnico, com o presidente na dianteira numérica por 47% a 45%.


Leonardo Miazzo

Editor de CartaCapital

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


Desenvolvido por OKN Technology Agency

Fonte: Carta Capital

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *