Lula lidera nas regiões metropolitanas e empata com Flávio Bolsonaro no interior, diz Datafolha

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Por Otávio Rosso — Brasil 247

247 – O eleitorado das regiões metropolitanas e o do interior apresentam comportamentos distintos na disputa presidencial de 2026. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre nove pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas áreas metropolitanas, os dois aparecem empatados entre os eleitores do interior.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de São Paulo nesta quinta-feira (24), Lula registra 42% das intenções de voto nas regiões metropolitanas, contra 33% de Flávio. No interior, cada um alcança 38%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos nos dois recortes.

Com isso, a vantagem de Lula nas regiões metropolitanas está fora da margem de erro, enquanto o cenário do interior representa empate entre os dois candidatos. Os números são do levantamento estimulado, no qual os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos concorrentes.

A diferença entre metrópoles e interior também aparece na simulação de segundo turno. Nas regiões metropolitanas, Lula tem 49%, diante de 43% de Flávio Bolsonaro. A vantagem ocorre no limite da margem de erro. No interior, o senador aparece com 47%, enquanto o presidente registra 46%, configurando empate técnico.

Cenário nacional tem Lula com 40% e Flávio com 36%

Considerando o conjunto do eleitorado brasileiro, Lula passou de 39% para 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com 36%. Como a margem de erro nacional é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante), com 5%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) e Samara (UP) têm 1% cada. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheriam nenhum dos candidatos representam 5%, e 2% se declaram indecisos.

Em eventual segundo turno, o cenário nacional também é de empate técnico: Lula registra 47%, e Flávio, 45%. Os dois oscilaram um ponto percentual para cima em comparação com a rodada anterior.

Lula tem vantagem entre eleitores de menor renda

O levantamento também aponta diferenças importantes conforme a renda familiar. Lula registra sua maior vantagem entre aqueles que recebem até dois salários mínimos por mês: 46% contra 32% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro desse segmento é de três pontos percentuais.

Entre os entrevistados com renda familiar superior a dois e de até cinco salários mínimos, Flávio marca 40%, enquanto Lula aparece com 34%. Como a margem de erro nesse grupo é de quatro pontos, há empate técnico.

A situação se repete entre os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos. Flávio tem 43%, contra 33% de Lula, mas a margem de erro do segmento chega a seis pontos percentuais, mantendo os dois tecnicamente empatados.

Católicos e evangélicos apresentam cenários opostos

A divisão também é expressiva quando os entrevistados são separados por religião. Lula lidera entre os católicos, com 45%, ante 33% de Flávio Bolsonaro. Nesse grupo, a margem de erro é de três pontos.

Entre os evangélicos, o cenário se inverte: Flávio registra 47% das intenções de voto e Lula aparece com 27%. A margem de erro desse segmento é de quatro pontos percentuais.

Presidente lidera entre mulheres; homens estão divididos

Entre as eleitoras, Lula registra 42%, contra 33% de Flávio Bolsonaro, com margem de erro de três pontos.

No eleitorado masculino, os dois aparecem tecnicamente empatados. Flávio tem 39%, e Lula, 37%, também com margem de três pontos para mais ou para menos.

Nas cinco faixas etárias consideradas pelo Datafolha, Lula e Flávio permanecem tecnicamente empatados.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, o presidente tem 36% e o senador, 35%, com margem de erro de seis pontos. Na faixa de 25 a 34 anos, Lula registra 40%, ante 36% de Flávio. Dos 35 aos 44 anos, são 38% para Lula e 36% para Flávio. Nesses dois últimos grupos, a margem é de cinco pontos.

Entre os eleitores de 45 a 59 anos, Lula aparece com 41% e Flávio com 36%, com margem de quatro pontos. Já entre aqueles com 60 anos ou mais, o presidente marca 42%, diante de 37% do senador, e a margem de erro é de cinco pontos.

Lula abre 20 pontos de vantagem no Nordeste

As diferenças regionais estão entre as mais expressivas da pesquisa. No Nordeste, Lula registra 55% das intenções de voto, contra 25% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro regional é de quatro pontos percentuais.

No Sul, Flávio aparece com 47%, enquanto Lula tem 31%. Com margem de seis pontos, a vantagem do senador fica fora do empate técnico.

Já no Sudeste, onde está a maior parcela do eleitorado brasileiro, Flávio marca 37% e Lula, 35%, em situação de empate técnico. A margem de erro é de três pontos.

No agrupamento das regiões Centro-Oeste e Norte, Flávio tem 41%, contra 33% de Lula. A margem de seis pontos também coloca os dois candidatos em empate técnico.

Escolaridade e raça também revelam diferenças

Lula apresenta ampla vantagem entre os entrevistados que cursaram até o ensino fundamental, com 49%, contra 29% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro nesse grupo é de quatro pontos percentuais.

Entre os eleitores com ensino médio, Flávio registra 38% e Lula, 36%, configurando empate técnico. Entre aqueles com ensino superior, o senador aparece com 40%, diante de 36% do presidente, também sem vantagem estatisticamente definida.

No recorte por raça ou cor autodeclarada, Lula registra 49% entre os eleitores pretos, enquanto Flávio tem 27%. A margem de erro desse grupo é de seis pontos.

Entre os entrevistados que se declaram brancos, Flávio aparece com 40% e Lula com 33%. Com margem de quatro pontos, há empate técnico. Entre os pardos, Lula registra 42%, contra 36% de Flávio. A diferença fica no limite do empate técnico, considerando a margem de três pontos para cada candidato.

O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores em 125 municípios nos dias 22 e 23 de setembro. Para o conjunto da amostra, a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Folha de São Paulo e pela TV Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026.

Fonte: Brasil 247

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