Governo Meloni aprova limite de alunos estrangeiros nas escolas da Itália

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Por José Reinaldo — Brasil 247

247 – O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni aprovou na quinta-feira (24) um decreto com novas regras para estudantes estrangeiros nas escolas da Itália. Segundo a agência Reuters, a proposta prevê um limite de 30% em determinadas turmas do ensino primário e multas de até mil euros para quem entrar em estabelecimentos escolares com o rosto coberto.

O comunicado oficial do governo italiano confirma que o decreto foi aprovado pelo Conselho de Ministros, presidido por Meloni, e inclui medidas de integração escolar. De acordo com a Reuters, o limite de alunos começaria a valer no ano letivo de 2027–2028 e atingiria estudantes sem cidadania italiana que não nasceram no país ou frequentaram por menos de dois anos a educação infantil italiana.

A proposta também prevê a redistribuição de estudantes entre escolas próximas quando o percentual for ultrapassado. Diretores manifestaram preocupação com a aplicação da regra em regiões onde há maior concentração de famílias imigrantes. Meloni havia anunciado ainda a intenção de exigir aulas de italiano para pais de alunos com dificuldades de integração.

O anúncio ocorre em meio à ascensão do Futuro Nacional, partido fundado em fevereiro pelo ex-general Roberto Vannacci. A legenda registra cerca de 8% das intenções de voto, enquanto pesquisas apontam a coalizão de Meloni atrás do bloco de centro-esquerda. Segundo a Reuters, adversários da primeira-ministra associam o endurecimento das regras à disputa por apoio eleitoral antes das eleições previstas para 2027.

As medidas provocaram críticas da oposição. Elly Schlein, líder do Partido Democrático, acusou o governo de recorrer a uma disputa ideológica em vez de enfrentar os problemas da educação pública. Já Meloni defendeu o decreto como uma forma de promover a integração.

Segundo dados da Fundação ISMU citados pela Reuters, cerca de 900 mil estudantes estrangeiros frequentam escolas italianas, o equivalente a 11,6% do total de alunos. O decreto ainda depende das etapas necessárias para entrar em vigor.

Fonte: Brasil 247

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