Toody Cole leva ao Cine Joia o legado do Dead Moon, referência do grunge, pela 1ª vez na América do Sul
Por Iago Mendes — Mídia NINJA
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Baixista e vocalista da histórica banda estadunidense, referência para nomes
como Nirvana, Pearl Jam e Mudhoney, faz apresentação única em São Paulo no
dia 31 de outubro
Toody Cole, baixista, cantora e cofundadora do Dead Moon, uma das bandas mais influentes do rock independente estadunidense, desembarca pela primeira vez na América do Sul para uma apresentação única no Cine Joia, em São Paulo, no dia 31 de outubro. Realizado pela Associação Cultural Cecília, o show marca a estreia da artista no continente e revisita a obra do trio que se tornou uma referência para a consolidação do grunge e do garage rock contemporâneo. A apresentação acontece um pouco antes da vinda ao Brasil, pela primeira vez, de Ty Segall (Audio, 15 de novembro), outro fã declarado da banda de Toody. A Dead Moon Night traz ainda no line-up as bandas Pink Opake, Thee Dirty Rats e Dente Canino, além das discotecagens de Camilla Jaded & Hiro / Mateus Mondini & Raphael Carapia.
Formado em Portland, Oregon, em 1987, por Fred Cole, Toody Cole e Andrew Loomis, o Dead Moon construiu uma trajetória singular baseada na autonomia artística, nas gravações analógicas e em uma ética radical do Do It Yourself (DIY). Muito antes de o termo se tornar uma bandeira da música independente, a banda já produzia seus próprios discos, administrava suas turnês, operava a gravadora Tombstone Records e prensava seus vinis de forma artesanal em uma histórica máquina de 1954, utilizada na gravação do clássico “Louie Louie”, dos The Kingsmen.
Essa combinação entre garage rock, punk, psicodelia e country, somada à produção lo-fi e à recusa das convenções da indústria fonográfica, transformou o Dead Moon em uma das principais referências do rock underground. A influência do grupo atravessou gerações e foi reconhecida publicamente por artistas como Nirvana, Mudhoney e Pearl Jam. Eddie Vedder, por exemplo, incorporou diversas vezes “It’s OK” ao repertório do Pearl Jam, ajudando a apresentar o legado do Dead Moon para novos públicos.
Figura central dessa história, Toody Cole é reconhecida como um dos grandes ícones do rock independente. Aos 77 anos, segue levando aos palcos a mesma postura que marcou toda a sua trajetória: independência criativa, autenticidade e fidelidade absoluta aos próprios princípios. Ao lado de Fred Cole, construiu não apenas uma das discografias mais cultuadas do underground, mas também uma forma de viver a música baseada na autonomia. O casal administrou a gravadora Tombstone Records, organizou turnês e participou de todas as etapas da produção de seus lançamentos, da gravação à prensagem e distribuição dos discos.
Sua imagem também se consolidou em torno de um imaginário marcado por elementos como a lua, a noite, o fogo e a espiritualidade. Antes de cada apresentação, Toody mantém um ritual que se tornou parte da identidade de seus shows: acender uma vela sobre uma garrafa de uísque e reunir a banda em uma breve oração. A vela permanece acesa durante toda a apresentação, tornando-se o único elemento cenográfico do palco.
No Brasil, Toody Cole será acompanhada por sua banda para interpretar clássicos que ajudaram a moldar uma geração de músicos e consolidaram o Dead Moon como um dos nomes mais cultuados da história do garage punk.
Com quase duas décadas dedicadas à circulação da música independente, a Associação Cultural Cecília reafirma sua atuação na apresentação de artistas fundamentais da cena alternativa internacional. Depois de realizar as históricas apresentações do Bikini Kill no Brasil, a instituição promove agora as estreias de Ty Segall e Toody Cole em solo brasileiro.
Às vésperas de completar 20 anos de atuação, a Associação Cultural Cecília reafirma seu papel como um dos principais agentes da cultura independente em São Paulo. Idealizada por um coletivo de agentes culturais, a instituição dá continuidade ao legado iniciado em 2008, no bairro de Santa Cecília, onde construiu um emblemático espaço da cena alternativa paulistana.
Ao longo de 15 anos de atividades, a Cecília consolidou-se como um ponto de encontro entre artistas, coletivos e público, impulsionando a circulação da música independente e a formação de novas cenas. Com uma programação dedicada à diversidade artística e à experimentação, recebeu nomes nacionais e internacionais como Acid Mothers Temple, Lee Ranaldo (Sonic Youth), Tom Zé, Liniker e Metá Metá, além de realizar mais de mil shows.
Hoje, a Associação Cultural Cecília amplia essa atuação por meio da realização de projetos e da ocupação de diferentes palcos da cidade, mantendo vivo o espírito que marcou sua trajetória. Entre suas iniciativas estão o Festival Cecília Viva, que já soma três edições, e a realização das históricas apresentações da banda americana Bikini Kill no Brasil. Em novembro de 2026, promove mais um aguardado show internacional para o circuito alternativo paulistano, desta vez no palco da Audio.
Carteirinha Sócio Cultural Cecília — Como forma de fortalecer sua comunidade e ampliar o acesso às atividades da Associação Cultural Cecília, a Carteirinha Sócio Cultural Cecília oferece uma série de benefícios aos associados. Entre eles estão preferência na compra de ingressos para eventos realizados pela instituição, descontos em ingressos, bebidas e produtos oficiais, como camisetas e discos, além de acesso a eventos exclusivos.
Os benefícios também se estendem a estabelecimentos parceiros que compartilham da atuação da Cecília no fortalecimento da cultura independente em São Paulo. Atualmente, os associados têm direito a 10% de desconto na Secilians Shop, 20% de desconto na compra de discos do Selo Nada Nada na Sub Discos, 10% de desconto em um ensaio por mês no Estúdio Aurora, 10% de desconto na compra de livros na Yerba e um café expresso na compra de qualquer produto no Prego. Na Porta, o benefício inclui 10% de desconto na entrada e 5% de desconto no drink do dia. Essa rede de parcerias amplia a atuação da Associação para além dos palcos, incentivando a circulação do público por espaços dedicados à música, à literatura e à produção cultural independente.
DEAD MOON NIGHT: TOODY COLE & BANDA PELA PRIMEIRA E ÚNICA VEZ NA AMÉRICA DO SUL
Cine Joia
31 de outubro (domingo), 21h
Line-up da noite: Pink Opake, Thee Dirty Rats e Dente Canino
Discotecagem: Camilla Jaded & Hiro / Mateus Mondini & Raphael Carapia
Realização: @ceciliacultural
Apoio: @cine_joia @porta
Arte: @rodrigo_cha
Ingresso: https://meaple.com.br/ceciliacultural/-dead-moon-night
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Fonte: Mídia NINJA