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Ladrões levam HDs do escritório de Milton Leite, preso por ligações com o PCC

Um escritório de Milton Leite foi furtado no domingo 20, em São Paulo, dois dias após a prisão do ex-vereador paulistano. Em uma ação que durou menos de 15 minutos, os criminosos levaram HDs com informações das câmeras de segurança e de computadores do imóvel, deixando para trás mais de 19 mil reais em notas esparramadas sobre um sofá. Vereador de 1997 a 2024 e seis vezes presidente da Câmara, Leite teve a prisão temporária de 30 dias decretada no âmbito da Operação Vectura Corrupta, sob suspeita de ser o operador do PCC no sistema de ônibus da capital paulista. Ele chegou a ser considerado foragido e se entregou 36 horas depois, afirmando ser inocente e acreditar no trabalho da Justiça. O endereço assaltado não estava entre os visitados pela diligência da operação. A investigação aponta que 12 das 22 concessionárias do transporte coletivo da capital estariam sob controle do crime organizado e que há indícios de que ele seria o dono de fato de uma delas.

Imagem: Ralf Hirschberg/AFP

Justa causa – Por “faltar ao serviço injustificadamente pelo período superior a 30 dias consecutivos”, Eduardo Bolsonaro foi demitido do seu cargo de escrivão da Polícia Federal, que alegou abandono de cargo. O terceiro filho de Jair Bolsonaro estava afastado de suas funções e do salário de 14 mil reais para cumprir o mandato na Câmara dos Deputados, cassado por excesso de faltas em dezembro. Ele está autoexilado nos EUA desde o começo de 2025, de onde conspira contra a democracia e a soberania brasileira.

O humorista explica a relação do escândalo com a Igreja da Lagoinha e Flávio Bolsonaro

Vídeo passou dos 10 milhões de visualizações – Imagem: Redes Sociais

A Meta derrubou o perfil do Instagram do Revelando – uma série de reportagens do podcast Calma Urgente – dois dias após a publicação de um vídeo no qual Fábio Porchat explica didaticamente e com toques de humor a relação entre o Banco Master, a Igreja Batista da Lagoinha, Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e o STF, entre outros. A big tech alegou apenas que o conteúdo “não seguia os padrões” da rede social, sem informar qual regra teria sido descumprida. Dessa vez, Flávio Bolsonaro nem precisou do auxílio de Kassio Nunes Marques. A página voltou ao ar horas depois e Porchat postou um vídeo acusando a censura. Ele pediu apoio no engajamento do post, que teria sido prejudicado com o veto. Os cortes do episódio do YouTube “Grandes Igrejas, Master Negócios”, que parte de um luxuoso casamento com Daniel Vorcaro e André Valadão em cena para relembrar o maior escândalo financeiro do País, apontando as conexões desde 1990, saíram de 6 milhões de visualizações, quando a página caiu, para mais de 23 milhões até o fechamento desta edição de CartaCapital.

Imagem: Redes Sociais

Cercadinho – Depois que Donald Trump baniu da Casa Branca três veículos de comunicação críticos ao seu mandato – CNN, MS NOW e Politico –, cinco redes de tevê anunciaram uma retaliação, suspendendo a cobertura conjunta que fazem do governo dos EUA. Foram elas ABC, CBS, CNN, NBC e Fox News, esta última aliada do republicano. Seu chefe, Bryan Boughton, divulgou um comunicado de apoio ao boicote na CNN International e no jornal The New York Times, no qual reforça que “nenhuma administração deve restringir uma organização de notícias por discordar de suas reportagens”.

A candidata à reeleição sugere laqueadura sem consentimento. E depois pede desculpas

Imagem: Redes Sociais

Um vídeo gravado em maio de 2025 no Hospital Dom Moura, em Garanhuns, mostra Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição para o governo de Pernambuco, sugerindo a uma médica que realizasse a laqueadura em uma paciente “sem ela saber”, durante um diálogo sobre uma suposta gestação múltipla. A divulgação das imagens pela imprensa gerou forte repercussão política, reações de opositores e convocação de protestos por movimentos feministas no Palácio do Campo das Princesas. A esterilização cirúrgica sem autorização prévia e expressa do paciente é descrita como crime pela Lei de Planejamento Familiar, que prevê pena de dois a oito anos de reclusão para o procedimento ilegal, além de punir a indução ou instigação a essa prática. Após a divulgação, Lyra publicou uma retratação nas redes sociais, classificando a declaração como uma “fala equivocada” e pedindo desculpas. A candidata afirmou ter respeito pelos direitos das mulheres, denunciando que o episódio foi usado por adversários para desviar a atenção dos debates de propostas. O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), o principal adversário de Lyra na eleição pernambucana, comentou nas redes sociais: “Autoridades e gestores públicos têm o dever legal e ético de garantir direitos e proteger a população, jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física. É crime previsto em lei”.

Imagem: iStockphoto

Clandestino – A partir de 2028, o IBGE passará a incluir estimativas do mercado ilícito de drogas no cálculo do Produto Interno Bruto do Brasil. A mudança segue uma metodologia já adotada por diversos países. A novidade faz parte da revisão do Sistema de Contas Nacionais realizada a cada dez anos e vinha sendo analisada há sete anos. Especialistas apontam que, embora clandestinas, tais operações geram renda, consumo e empregos informais. Dessa forma, a inclusão desses fluxos invisíveis permite mensurar com maior precisão os impactos reais que a economia informal e ilegal produz.

A Justiça de Goiás pune Luciano Hang por assédio eleitoral

Imagem: Redes Sociais

A Justiça do Trabalho de Goiás determinou que Luciano Hang se abstenha de fazer propaganda eleitoral nas dependências das Lojas Havan e estabeleceu que a rede varejista deve liberar para votar, no primeiro e no segundo turno das eleições, todos os funcionários, sendo proibida a designação de escala que discrimine em razão de manifestação política. Hang deverá fixar, em todos os estabelecimentos espalhados pelo País, um comunicado com o teor da decisão e frisando que “todas as pessoas que lhe prestam serviços são inteiramente livres para formar a própria convicção sobre qualquer proposta legislativa, candidatura ou partido e para votar como entenderem, e que nenhuma escolha política acarretará consequência alguma no contrato de trabalho”. A manifestação foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho após o empresário discursar a funcionários associando o voto “em outubro” à perda de poder de compra e ao “subemprego”. Foi pedida indenização por danos morais coletivos de 30 milhões de reais, ainda não analisada.

Publicado na edição n° 1432 de CartaCapital, em 30 de setembro de 2026.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘A Semana’


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Fonte: Carta Capital

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