BC corta previsão de crescimento do PIB para 1,8% em 2026

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Por Rodrigo Martins — Carta Capital

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Relatório de Política Monetária aponta desaceleração da atividade econômica e mantém estimativa de inflação em 5,2% para o fim do ano

O Banco Central (BC) revisou para baixo a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta quinta-feira (24), a estimativa caiu de 2% para 1,8%. A instituição também manteve em 5,2% a previsão de inflação para o encerramento do ano.

O documento, elaborado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), indica que a inflação deve permanecer acima da meta ao longo de todo o horizonte de projeção, apesar da desaceleração registrada nos últimos meses.

De acordo com o relatório, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,5% no segundo trimestre deste ano, após expansão de 1,1% nos três meses anteriores. Os primeiros indicadores do terceiro trimestre, segundo o BC, sugerem continuidade desse movimento de perda de ritmo.

Diante desse cenário, a autoridade monetária reduziu a projeção de crescimento para 2026. Para 2027, a estimativa é de expansão de 1,4%.

Apesar da atividade mais fraca, o mercado de trabalho segue aquecido. A taxa de desocupação permaneceu em nível historicamente baixo, e a geração de empregos com carteira assinada continua positiva, embora em ritmo menor.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação, acumulado em 12 meses recuou de 4,72% em maio para 4,22% em agosto. O relatório destaca que a inflação de serviços segue elevada em um cenário de mercado de trabalho aquecido e hiato do produto positivo.

No cenário de referência do Copom, a inflação acumulada em quatro trimestres deve recuar para 4,4% no terceiro trimestre deste ano, mas voltar a subir para 5,2% no fim de 2026. A projeção para o primeiro trimestre de 2028 permaneceu em 3,2%.

Em comparação com o relatório anterior, o BC afirma que essa projeção ficou estável, mas que a trajetória projetada para a inflação se tornou mais elevada de forma geral.

O Banco Central também aponta que o ambiente externo permanece incerto em razão dos conflitos armados ainda não resolvidos no Oriente Médio e das decisões futuras de política monetária em economias avançadas.

Na reunião de setembro, o Copom reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano. Segundo o relatório, o cenário atual, marcado pelo aumento das incertezas, pela desancoragem das expectativas e pelos riscos para a inflação, exige cautela na condução da política monetária.

Com informações da Agência Brasil.


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Fonte: Carta Capital

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