Plano econômico de Flávio Bolsonaro remete Brasil à catástrofe econômica e social

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Por Marco Damiani — Brasil 247

Quem, em sã consciência, pode escolher uma tragédia econômica anunciada como opção de voto? É exatamente isso o que promete o candidato Flávio Bolsonaro. Ele é sócio de unha e carne dos presidentes Donald Trump e Javier Milei, líderes nos Estados Unidos e na Argentina de administrações marcadas pelo fracasso na economia e no campo social. O plano bolsonarista é o de abrir as portas da administração pública brasileira à ingerência americana e, ao mesmo tempo, seguir o modelo de terra arrasada da economia real praticado por Milei. Em outras palavras, implantar o caos.

O presidente argentino está fazendo pela economia de seu país o mesmo mal acarretado pela pandemia de Covid, o que demonstra a dimensão do estrago. A gestão Milei é responsável pelo fechamento de mais de 31 mil empresas argentinas, uma quebra de 6,1% no total das companhias do país. Para os trabalhadores, ele é a face do desemprego. Nos últimos 30 meses, a política econômica conduzida com mão de ferro no país vizinho levou ao fechamento de 245 mil postos formais de trabalho. No Brasil, enquanto isso, nada menos de 3,88 milhões de empregos com carteira assinada foram criados nos 30 meses entre janeiro de 2024 e junho de 2026, segundo o IBGE.

Nos Estados Unidos, todas as análises convergem para a derrota de Trump e do Partido Republicano nas eleições legislativas de 3 de novembro. O motivo principal é a economia. Os despautérios do presidente e seu entorno ideológico têm resultado em inflação em alta, perda de empregos — 23 mil postos formais de trabalho foram fechados em julho — e desequilíbrios internos causados pela política tarifária contra mais de uma centena de países. As bravatas disparadas em série pelo presidente contra o mundo estão aumentando a tendência do voto no Partido Democrata.

No Brasil, o bolsonarista Flávio já prometeu que irá contar com funcionários indicados pelo governo americano, a depender do resultado das eleições presidenciais. Coordenadora do plano de governo do candidato do PL, mesmo não sendo economista, Daniella Marques afirmou que “o exemplo é Milei”, em referência ao que será desenvolvido como política econômica.

Só se pode esperar de Flávio Bolsonaro, portanto, declínio e desestruturação do que o País tem hoje em termos de orientação para o crescimento econômico e o desenvolvimento social. O plano é de cortes drásticos no orçamento público, com forte risco de estímulo a uma recessão. Como se vê na Argentina, pelo aumento da pobreza extrema e rebaixamento da qualidade de vida da classe média, esse modelo não interessa em nada ao Brasil. Votar em Flávio Bolsonaro é escolher o caos.

Fonte: Brasil 247

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