Irã acusa Europa de silêncio diante de ataques e cobra ação contra Israel
Por Redação Brasil 247 — Brasil 247
247 – O governo do Irã acusou países europeus de se calarem diante dos ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra seu território. Em reuniões realizadas à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, cobrou uma reação europeia e responsabilizou Washington pela insegurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio de energia.
As declarações constam de um comunicado da chancelaria iraniana.
Segundo a agência Prensa Latina, Araghchi se reuniu com representantes da França, dos Países Baixos e da Áustria, além de seus homólogos do Iraque e do Azerbaijão. As conversas trataram das relações bilaterais, das tensões entre Irã e Estados Unidos e da situação regional.
Ao questionar a posição dos governos europeus, o chanceler afirmou que “as nações europeias que afirmam defender o Estado de Direito e os direitos humanos não podem permanecer em silêncio diante da flagrante agressão militar contra o Irã, nem podem apoiá-la”. Ele pediu ainda que os países europeus interrompam o apoio a Israel e atuem para impedir que o país fique impune pelas ações contestadas por Teerã.
Em reunião com o chanceler dos Países Baixos, Tom Berendsen, Araghchi criticou a postura de dois pesos e duas medidas da Europa diante dos acontecimentos na região. Berendsen, por sua vez, destacou a importância da diplomacia, segundo a agência estatal iraniana IRNA.
O Estreito de Ormuz também esteve no centro das conversas. De acordo com o comunicado citado pela Prensa Latina, Araghchi declarou que a insegurança na passagem marítima “decorre inteiramente das ações agressivas dos Estados Unidos e de Israel”. Para o governo iraniano, a estabilidade da rota depende do fim das ações de Washington que Teerã aponta como causa das tensões.
Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã em 28 de fevereiro. Os ataques deixaram milhares de mortos. Teerã respondeu com ações contra Israel e instalações americanas em países da região, antes de um cessar-fogo alcançado em abril.
Posteriormente, os Estados Unidos voltaram a atacar alvos em território iraniano, em meio ao impasse nas negociações bilaterais. As divergências sobre a navegação no Estreito de Ormuz estão entre os pontos que condicionam as tratativas.
Fonte: Brasil 247