Furar o bloqueio midiático às greves da Caixa e dos Correios contra os ajustes neoliberais

0

Por RedaçãoEsquerda Diário

greve-caixa-2026-rejeicao-da-proposta-3-

Nos principais jornais da mídia burguesa o que prima é o silêncio a importante greve dos trabalhadores da Caixa e dos Correios. Querer evitar que os trabalhadores, com seus métodos de luta, apareçam como sujeito político independente frente ao cenário de intervenção imperialista e a crise política da República dos banqueiros. É preciso furar esse bloqueio midiático e fortalecer essas greves que se enfrentam com os ajustes neoliberais do Arcabouço Fiscal!

O Globo, Estadão e a Folha de São Paulo, portais que vocalizam os interesses da burguesia concentrada do país, atuam para impedir que a população saiba e tenha dimensão da importância que as greves, em especial da Caixa, adquiriram nas últimas semanas.

Nos dois primeiros jornais, é difícil de encontrar qualquer matéria que fale dessas greves. Na Folha de São Paulo, ainda se encontram atualizações sobre a continuidade ou não da greve. Porém, basta abrir a capa dos jornais no dia a dia para ver que, para esses jornais, as greves não aparecem ou não são apresentadas com a sua devida importância. Nos telejornais burgueses tampouco é possível sequer saber que essas greves estão acontecendo.

Quando noticiam, tratam essas lutas como meras greves corporativas. Mas a luta que os bancários da Caixa e os ecetistas dos Correios vai além. Ao lutarem contra o ataque ao plano de Saúde dessas categorias, enfrentam uma política de desmonte das estatais que de fundo serve aos banqueiros e empresários que querem que essas empresas sejam privatizadas. E com uma política que ataca os salários dos trabalhadores, que é o que representa a medida do governo de aumentar os descontos nos planos de saúde, para aumentar o lucro das empresas para cumprir as metas fiscais do Estado.

Portanto, a luta contra o Plano de Saúde se enfrenta com um projeto que foi aprofundado desde o golpe institucional, através dos governos Temer e Bolsonaro, que abre caminho para a privatização das estatais – como defende Flávio Bolsonaro ao propor a privatização do Banco do Brasil. Um sucateamento que ataca os salários, as condições de trabalho e um serviço que atenda às necessidades da população, para aumentar a arrecadação das estatais a serem destinadas ao pagamento da dívida pública. O arrocho aos salários serve a esse fim, que alimenta os lucros dos grandes bancos imperialistas que controlam a dívida pública do país.

E esse projeto está sendo levado adiante pelo Arcabouço Fiscal do governo Lula, defendido pela grande imprensa burguesa. É esse governo que hoje está atacando os bancários e ecetistas, continuando o projeto de ajustes neoliberais do regime do golpe institucional e sua república dos banqueiros. Não é à toa que os jornais da imprensa progressista, que apoia o atual governo, como Brasil de Fato, Fórum, Carta Capital, ou Brasil247, tampouco tem dado a devida importância a essas greves.

Desde o Esquerda Diário, viemos dando voz e visibilidade às greves da Caixa e dos Correios, participando ativamente dessas lutas em cada ato, em cada assembleia, pois acreditamos que elas apontam um caminho independente para a nossa classe o conjunto dos setores oprimidos enfrentarem a ofensiva imperialista no Brasil, a extrema-direita e a república dos banqueiros envolvida no caso Master, se enfrentando com os ataques do governo de Frente Ampla de Lula.

Mostram que é com os métodos de organização e de combate dos trabalhadores que é possível combater na raiz o projeto que Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado e Cury querem radicalizar, que precariza o trabalho e as condições de vida dos trabalhadores para aumentar os lucros do capital imperialista e nacional. São lutas que mostram que o governo Lula não só não combateu a extrema-direita, mas a fortalece com sua conciliação com os interesses capitalistas. É essa conciliação que nos trouxe para um cenário eleitoral muito acirrado com Flávio Bolsonaro, apesar de todo o seu compromisso com Trump e sua ingerência sobre o país e de seu envolvimento direto com a corrupção do banco Master.

Portanto, é necessário ampliar o apoio e solidariedade às greves da Caixa e dos Correios, em cada portal da mídia progressista, mas também nos sindicatos, nas entidades estudantis e nos movimentos sociais de todo o país. Uma forte unidade dessas greves e com cada setor explorado e oprimido é o que pode abrir caminho para barrar o projeto de ajustes neoliberais e impor nossas demandas, como o fim imediato da escala 6×1, usado como moeda de troca nos acordos de governabilidade do governo Lula.

Mas também abrir caminho para uma resposta política independente para a crise política aberta com a Operação Master, lutando para conbater os privilégios dos políticos e juizes, defendendo que eles sejam eleito e tenham mandatos revogáveis e recebam o salário de uma professora. Uma proposta que só poderá ser pautada com força da mobilização, que imponha uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que questione não apenas os jogadores, mas todo o funcionamento desse regime degradado. Uma Constituinte que discuta os principais problemas dos trabalhadores e setores oprimidos, que estão sendo escanteados por todos os principais candidatos nessa eleição.

Uma Constituinte que imponha o controle sobre as terras raras, o petróleo, expulsando o imperialismo e a extrema-direita subordinada a ele, nacionalizando esses recursos sob controle dos trabalhadores e da população. Que revogue as contra reformas trabalhistas e da previdência, assim como o pagamento da dívida pública, que reestatize e coloque sob controle dos trabalhadores cada uma das estatais que foram privatizadas nos últimos anos.

Que garanta o direito ao aborto legal, seguro e gratuito, enfrentando a extrema-direita que quer que crianças sejam mortas com seu Estatuto do Nascituro e que cada vez mais mulheres sejam mortas por abortos clandestinos.

Essas e outras demandas irão se chocar com os interesses da burguesia concentrada, que fará de tudo para impedi-los, de modo que o debate desses direitos em uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana pode abrir caminho para aprofundar a organização da luta dos trabalhadores para se enfrentar contra todo o regime e batalhar por um governo socialista de trabalhadores que rompam com o imperialismo e o capitalismo.

Foto: Assembleia da Caixa na Baixada Santista / Fernando Diegues

Fonte: Esquerda Diário

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *