Nunes Marques planeja teste de integridade de urnas no TSE pela 1ª vez

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Por MetrópolesIgor Gadelha – Metrópoles

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, pretende realizar, pela primeira vez, um teste de integridade das urnas eletrônicas dentro da própria sede da Corte, em Brasília, no primeiro turno das eleições de 2026.

Até então, esses testes eram realizados apenas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em cada estado. A ideia de Nunes Marques é realizar um teste de integridade específico na sede do TSE, com a participação dos partidos que têm presidenciáveis .

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Modelo mais atual das urnas é de 2022

A interlocutores, o atual chefe do TSE explicou que as legendas que possuem candidatos à Presidência da República escolherão as urnas que serão encaminhadas à sede da Corte , na capital federal, e submetidas ao teste de espelho de auditabilidade.

Utilizado pela Justiça Eleitoral desde 2002, o teste de integridade é um procedimento público criado para verificar se os votos registrados na urna eletrônica correspondem exatamente aos votos que foram previamente preenchidos em cédulas de papel.

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Na véspera da eleição, urnas já preparadas e lacradas são escolhidas em cerimônia pública. A seleção é feita pelas comissões de auditoria da Justiça Eleitoral, com participação de entidades fiscalizadoras, entre elas os próprios partidos políticos.

Os equipamentos, então, são então levados para locais preparados para a auditoria — geralmente as sedes de tribunais eleitorais. No dia da votação, das 8h às 17h, votos previamente preenchidos em cédulas de papel são retirados de urnas de lona.

Esses votos, então, são lidos em voz alta e digitados nas urnas selecionadas para o teste. Todo o procedimento é filmado e acompanhado por auditores. Às 17h, quando termina a votação oficial, as urnas submetidas ao teste emitem o Boletim de Urna (BU).

A comissão, então, compara a soma dos votos registrados nas cédulas de papel com o resultado apresentado pela urna eletrônica. O objetivo é verificar se os dois resultados são exatamente iguais. Os votos utilizados no teste são simulados e não entram na apuração oficial da eleição.

Nas eleições de 2022, a então presidência do TSE concordou com uma sugestão das Forças Armadas e decidiu selecionar seis urnas para serem testadas em suas próprias seções eleitorais, utilizando para isso a biometria de eleitores reais.

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Fonte: Igor Gadelha – Metrópoles

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