Cuba reage a discurso agressivo Trump na ONU e condena ameaças à sua soberania

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Por José ReinaldoBrasil 247

247 – O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu ao discurso de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (22). Segundo o jornal Granma, o líder cubano acusou o presidente dos Estados Unidos de apresentar a ilha como uma ameaça e reafirmou o direito do país à autodeterminação.

Em publicação na rede X reproduzida pelo Granma, Díaz-Canel associou a declaração de Trump à política econômica de Washington contra Havana. “Incapaz de justificar a punição contra o povo cubano e sua guerra econômica genocida, o presidente dos EUA repete na ONU que Cuba representa uma ameaça. Mentiras são o recurso daqueles que se recusam a aceitar o direito do povo cubano à autodeterminação”, afirmou.

O presidente cubano disse que seu governo manterá essa posição diante dos Estados Unidos. “Continuaremos lutando pela paz, defendendo nossa soberania e trabalhando juntos para superar a agressão implacável que nos foi imposta pelo governo dos EUA”, declarou.

A delegação cubana virou as costas durante a manifestação de Trump, de acordo com o relato do jornal. O presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado, Esteban Lazo Hernández, também contestou o discurso americano e reiterou a condenação de Havana ao bloqueio imposto pelos EUA.

O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, que chefia a delegação cubana, afirmou que a independência da ilha não pode ser contestada pelas declarações de Trump. “O governo dos EUA é incapaz de aceitar que Cuba é, e tem o direito de ser, um país totalmente independente e soberano. Nenhuma das falsidades proferidas pelo presidente dos EUA na ONU, nem qualquer calúnia, pode ou irá negar esse fato.”

Rodríguez rejeitou ainda a afirmação de que Cuba represente um risco para outros países. “Cuba não representa uma ameaça para os EUA nem para qualquer outro país. O bloqueio econômico, incluindo o embargo energético, ameaça Cuba e o resto do mundo. É um ato de genocídio e punição coletiva. Somos um país de paz e merecemos paz”, declarou.

O secretário de Organização do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Roberto Morales Ojeda, também classificou como infundadas as afirmações da delegação americana. Segundo ele, “Cuba defenderá e construirá seu futuro em paz, com plena independência e soberania”.

Fonte: Brasil 247

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