Maioria defende impeachment de Toffoli e quase metade quer afastamento de Moraes, aponta Atlas/Estadão

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Por Redação Brasil 247Brasil 247

247 – A maioria dos brasileiros entrevistados pela AtlasIntel defende o impeachment imediato do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto praticamente metade adota a mesma posição em relação ao ministro Alexandre de Moraes. Os números fazem parte da pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (22).

Segundo o levantamento, 60,5% dos entrevistados afirmam que Toffoli deveria sofrer impeachment imediatamente, diante das suspeitas relacionadas ao caso Banco Master. Outros 26,1% dizem que o afastamento deveria ocorrer apenas se e quando fosse comprovado seu envolvimento. Apenas 6,5% são contrários ao impeachment e 6,8% não souberam responder.

No caso de Alexandre de Moraes, 49,8% defendem o impeachment imediato. Outros 31,9% consideram que a medida deveria ser adotada somente se as investigações comprovarem seu envolvimento no caso Master. Os contrários ao impeachment são 15,1%, enquanto 3,2% não souberam responder.

Caso Master amplia desgaste

A pesquisa indica que as investigações envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, passaram a ter peso significativo na percepção dos brasileiros sobre integrantes do Supremo.

Segundo o levantamento, 85,1% dos entrevistados acreditam que há envolvimento direto de ministros do STF no caso Master, contra 66,1% em março. O dado mede a percepção dos entrevistados e não representa comprovação de responsabilidade dos magistrados.

A desconfiança em relação ao Supremo também aparece em outra pergunta: 61% dizem não confiar no trabalho e nos ministros da Corte, enquanto 27,8% afirmam confiar e 11,1% não souberam responder. Na rodada de março, a desconfiança era de 60% e a confiança chegava a 34%.

As suspeitas em torno do Banco Master ganharam dimensão institucional após a divulgação de mensagens e informações sobre relações de Vorcaro com integrantes ou pessoas próximas ao Judiciário. No caso de Moraes, as apurações incluem questionamentos sobre contatos com Vorcaro e sobre um contrato entre o banco e o escritório de advocacia de sua família. Moraes nega irregularidades e afirma que as acusações contra ele têm motivação política.

Toffoli também foi associado ao caso em razão de relações envolvendo o empreendimento Tayayá e de sua atuação anterior em processos ligados ao Banco Master. O ministro declarou-se suspeito em março para atuar em questões relacionadas ao caso.

Apoio ao impeachment de Toffoli cresce 11 pontos

O movimento mais expressivo registrado pela AtlasIntel ocorreu em relação a Dias Toffoli. Em março, 49,3% defendiam seu impeachment imediato. Agora, são 60,5%, uma alta de 11,2 pontos percentuais.

No mesmo período, caiu de 33,7% para 26,1% a parcela que considera que Toffoli só deveria ser afastado caso seu envolvimento fosse comprovado.

Os números mostram que o caso Master passou a representar um fator relevante na avaliação pública dos ministros envolvidos nas controvérsias. Uma pesquisa Datafolha divulgada na semana passada também mostrou que o debate sobre impeachment de integrantes do STF ganhou espaço na disputa eleitoral: 34% dos eleitores disseram ter maior chance de votar para senador em um candidato que apoie o impeachment de ministros da Corte, enquanto 31% afirmaram que essa posição reduz a chance de voto.

Senado tem papel decisivo

Eventuais processos de impeachment contra ministros do Supremo dependem do Senado Federal. No caso de Alexandre de Moraes, somente em setembro foram protocolados 14 novos pedidos, elevando para 65 o número de requerimentos apresentados contra o ministro desde 2021, segundo levantamento divulgado neste mês.

A pesquisa Atlas/Estadão mostra, portanto, que a discussão deixou de estar restrita às disputas entre políticos e integrantes do Judiciário e passou a encontrar respaldo significativo entre os entrevistados.

O levantamento ouviu 1.852 brasileiros entre 17 e 21 de setembro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Fonte: Brasil 247

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