Ricardo promete ações contra facções e redução de impactos da reforma tributária

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A Gazeta

Debate CBN e A Gazeta com os candidatos ao governo do ES, Lorenzo Pazolini, Helder Salomão e Ricardo Ferraço

Ricardo Ferraço apresentou propostas para o governo durante debate
Fernando Madeira

Candidato à reeleição, o governador Ricardo Ferraço (MDB) prometeu enfrentar os impactos prováveis da reforma tributária no Espírito Santo e criar um centro contra facções criminosas. Essas foram algumas das propostas apresentadas nesta terça-feira (22) durante debate promovido por A Gazeta e CBN Vitória pelo emedebista, que também tratou de temas como educação e violência no trânsito.   

A reforma tributária impõe mudanças na cobrança dos impostos da origem para o destino da mercadoria, o que vai exigir medidas dos governos para manter a arrecadação e a capacidade de investimentos. 

“É um desafio para todos nós, capixabas. Vamos utilizar o Fundo de Desenvolvimento Regional e vamos utilizar o Fundo Soberano para que possamos manter incentivos que são geradores de emprego e trabalho no Espírito Santo”, destacou Ricardo. 

Após críticas ao governo do Estado durante o debate, Ricardo assegurou que o Espírito Santo é o mais bem preparado para fazer o enfrentamento da reforma tributária. “Porque o nosso Estado está conseguindo tracionar crescimento, desenvolvimento, geração de emprego”, citou. 

O candidato afirmou que estudos técnicos da Secretaria da Fazenda (Sefaz) constataram que muitos segmentos que hoje não são tributados passarão a ter cobrança de imposto. ” Então, a nossa expectativa é que não teremos perda de receita”, completou.

O emedebista ainda falou sobre ações para reduzir o índice de mortes causado pela violência no trânsito. Além de campanhas de conscientização, inclusive nas escolas, a ideia é ampliar a campacidade de fiscalização com companhias independentes da Polícia Militar em São Mateus, Linhares, Cachoeiro de Itapemirim e Colatina
Ainda na área da segurança, Ricardo abordou a implantação do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), que modernizou os recursos para investigações criminais, e a pretensão de instalar um centro integrado de combate ao crime organizado e às facções criminosas.

Atual gestão

Ao longo do debate, o candidato também aproveitou para ressaltar realizações da atual gestão, da qual começou como vice de Renato Casagrande (PSB), que se afastou para poder concorrer ao Senado Federal. Ricardo falou sobre atração de investimentos e empregabilidade.

“No primeiro semestre de 2026 em que governamos o Espírito Santo, fomos o Estado que mais cresceu nacionalmente. Crescemos mais do que o dobro da média nacional. E por que é importante crescer? Porque gera emprego, gera trabalho. E, por conta do ambiente responsável e equilibrado, estamos conseguindo atrair para o Espírito Santo pequenas, médias e grandes empresas que encontraram aqui um ambiente em que podem continuar gerando emprego e trabalho.”
Ricardo reforçou que o Espírito Santo é um Estado organizado, com nota A em gestão fiscal, e tem sido feito um planejamento para novas conquistas. “Para nós, a responsabilidade não é fim. É meio para fazer os investimentos que possam conduzir a sociedade.”
O candidato enfatizou a questão do ajuste fiscal inclusive no momento em que foi questionado se guarda mágoas do ex-governador Paulo Hartung (PSD), de quem já foi aliado e, hoje, encontram-se em lados opostos do tabuleiro político. O emedebista negou qualquer ressentimento e assegurou ter muito orgulho de ter feito parte da geração que ajudou a reconstruir o Estado, antes dominado pelo crime organizado e desequilibrado financeiramente. 
Ainda no campo político, Ricardo falou também da relação com o governo federal, respondendo ao apontamento da colunista Letícia Gonçalves, que lembrou do dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve no Espírito Santo, em maio deste ano, e o emedebista não participou das agendas oficiais do petista.
O governador disse que, se reeleito, não planeja governar somente para aqueles com os quais as ideias convergem. ” Estou preparado para continuar liderando o Estado do Espírito Santo, com quem os capixabas e os brasileiros decidirem que deva governar e presidir o país. Porque não é papel de governador fazer oposição a presidente da República”, assegurou. 
Criticado sobre indicadores da Educação no Estado, Ricardo pontuou que o Espírito Santo se destaca na área, com o terceiro melhor desempenho do país. Ele acabou usando a pergunta sobre o assunto para falar de propostas, como a ampliação da oferta do tempo integral, de vagas no programa de intercâmbio de idiomas e de mais unidades do projeto Escola do Futuro, com foco em inovação e tecnologia. 

Assista na íntegra ao debate

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Fonte: A Gazeta

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