Para beneficiar Flávio, Trump não encontra com Lula e EUA esnobam discurso

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Por Jamil ChadeICL Notícias

Cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas, Jamil Chade percorreu mais de 70 países. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, ele foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Chade foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade.

Houve uma delegação que se recusou a aplaudir o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva na ONU: os EUA. Na platéia, a delegação americano se manteve imóvel ao final da fala na qual o brasileiro criticou as ações da Casa Branca na América Latina.

Nos bastidores, apesar do desejo de Lula de cumprimentar Trump, o esbarrão não ocorreu. O cálculo dos bolsonaristas era de que qualquer foto ou sinalização positiva do americano ao petista poderia ser usada na eleição.

No ano passado, foi justamente a atitude do presidente americano que deixou a ala mais radical do trumpismo e o bolsonarismo sem entender o motivo da “simpatia” de Trump com Lula.

Desta vez, portanto, a decisão foi por não fazer qualquer gesto positivo para Lula, faltando duas semanas para a eleição.

De fato, ao contrário do que havia ocorrido em 2025, quando uma “química” foi declarada entre os dois líderes, Lula e Trump não se encontraram nos bastidores ONU. Há uma sala que permite que os presidentes possam se saudar, enquanto um entra e outro sai do palco das Nações Unidas.

Como Lula e Trump falariam um após o outro, no púlpito das Nações Unidas, foi “previsto” pela delegação brasileira que o encontro pudesse ocorrer.

Houve um intervalo de quase quatro minutos entre os dois discursos e o Brasil estava disposto a promover o aperto de mão. Mas diplomatas consideram que a decisão de Trump de evitar o contato foi deliberada.

O Brasil também não perdeu a oportunidade para retrucar o comportamento da delegação americana. No chão da plenária da ONU, enquanto líderes, ministros e embaixadores tentavam caminhar entre as cadeiras, foi Lula quem deu o troco. Rubio tentou se aproximar da delegação brasileira e parecia sinalizar um aperto de mão com o presidente. Mas o petista ignorou o secretário de Estado, o que levou o restante da delegação brasileira também a deixar Rubio “no vácuo”.

Ex-presidente da Câmara de Vereadores paulistana, amigo de Tarcísio de Freitas, a quem o governador chamava de “lindão”, está preso e tem elo com a máfia dos ônibus

Fonte: ICL Notícias

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