5 tarefas que empresas já podem automatizar com inteligência artificial

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Por Allan RavagnaniCarta Capital

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Sebrae e FGV IBRE apontam que 46% das micro e pequenas empresas usam IA, e agentes já organizam e-mails, resumem reuniões e preparam propostas

A automação com agentes de IA já alcança rotinas de pequenas e médias empresas, entre elas triagem de e-mails, resumo de reuniões, preparo de propostas comerciais e produção de conteúdo. Esses sistemas interpretam informações, executam tarefas e cumprem etapas de trabalho de forma autônoma.

Segundo levantamento do Sebrae em parceria com a FGV IBRE, 96% das micro e pequenas empresas conhecem ferramentas de IA, e 46% já usam a tecnologia para apoiar atividades do negócio.

Diferentemente de ferramentas que só respondem a comandos, os agentes recebem uma tarefa, buscam as informações de que precisam e executam ações conforme as regras definidas pela empresa.

Emerson Moraes, head de Tecnologia da Geoambiente, empresa parceira do Google Cloud, descreve o papel do profissional ao lado do agente. “Quando a IA passa a acompanhar o trabalho, ela pode ajudar a organizar informações, antecipar tarefas e executar atividades rotineiras, enquanto o profissional mantém o controle sobre aquilo que precisa ser decidido”, afirma.

A primeira tarefa está no e-mail. Agentes analisam a caixa de entrada, identificam mensagens que exigem ação, resumem conversas e organizam pendências. Com isso, o profissional gasta menos tempo na triagem e prioriza o que pede atenção.

Na sequência, entram as reuniões. A IA transcreve as conversas, organiza os pontos discutidos e identifica próximos passos. Também prepara e-mails de follow-up e registra tarefas, o que reduz o trabalho administrativo após os encontros.

Outra frente envolve documentos. Um agente lê o briefing recebido por e-mail ou as informações de uma reunião, consulta modelos e dados da empresa e prepara um primeiro rascunho de proposta ou contrato. O profissional revisa o material antes do envio e evita começar o texto do zero.

Em vendas, os agentes organizam informações de clientes e oportunidades, apontam negócios que pedem acompanhamento e registram tarefas. Em empresas que usam CRM, também apoiam a atualização do funil e reduzem atividades manuais.

Na comunicação, o ponto de partida é um briefing em linguagem natural. Dele, os agentes ajudam a criar roteiros para redes sociais, apresentações e outros materiais. Para equipes enxutas, o recurso reduz o tempo de produção e facilita a manutenção de presença digital.

As aplicações indicam que o ganho dos agentes começa na produtividade individual. Ao assumir tarefas repetitivas e manuais, a tecnologia devolve tempo aos profissionais para atividades que fazem a empresa avançar.

O movimento integra o conceito de ambiente de trabalho agêntico, conhecido pela sigla AWT, do inglês. A jornada começa com atividades simples do dia a dia e evolui conforme a IA passa a trabalhar com o contexto e as informações que a empresa já utiliza.

“Para uma pequena ou média empresa, a beleza dessa tecnologia está na simplicidade. A IA passa a fazer parte do fluxo de trabalho de forma segura, ajudando a tornar a rotina mais leve e produtiva”, afirma Moraes.

Para quem começa, a automação não exige necessariamente projetos de TI de grande porte nem integrações complexas. Os agentes precisam de acesso apenas às informações usadas em cada função, sempre dentro das regras de segurança e das permissões definidas pela empresa.


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Fonte: Carta Capital

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