Lula defende combate “implacável” ao crime organizado e à corrupção

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante pronunciamento proferido nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que o Brasil atuará de forma implacável no combate às organizações criminosas e à corrupção, sem aceitar interferências ou tutelas externas sobre o território nacional.

Em sua fala perante os líderes globais, o chefe do Executivo brasileiro enfatizou o impacto da criminalidade no cotidiano da população e garantiu que o país está estruturado para enfrentar o problema com soberania. “O Brasil não subestima o desafio representado pelo crime organizado. Estamos preparados para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam nossas comunidades. Trabalhadores são roubados, mães perdem seus filhos, policiais não voltam para casa. As pessoas estão cansadas da violência. Mas não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossa fronteira e garantir à população o direito de viver sem medo”, declarou Lula.

Ao rejeitar a presença de forças militares de outros países na costa ou nas fronteiras brasileiras, o mandatário ressaltou que a solução para a criminalidade transnacional exige cooperação e inteligência, e não demonstração de força. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e dinheiro que abastecem o crime organizado. Esse é o espírito da proposta que entreguei pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos”, revelou o presidente, sublinhando a urgência de asfixiar o financiamento ilícito e combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior.

Lula também explicou a mudança na estratégia interna do país, apontando que a falta de articulação entre os entes federativos no passado favorecia o avanço dos grupos criminosos. “Por muito tempo os estados brasileiros atuaram cada um à sua maneira, o crime se aproveitou da falta de coordenação. Mas isso está mudando”, explicou. Entre as iniciativas de integração, o presidente citou a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, sediado no Amazonas, reunindo autoridades dos nove países que compõem a região amazônica.

O chefe de Estado destacou ainda os resultados operacionais obtidos pelo governo no enfrentamento à criminalidade de alta complexidade. Segundo Lula, em 2025 o país realizou a maior operação contra o crime de sua história, alcançando recordes na apreensão de drogas, bens e recursos financeiros ilícitos. “Estamos enfrentando todos os escalões da criminalidade, inclusive os magnatas do crime. A Lei Antifacção que acabamos de aprovar impõe ao crime penas superiores às previstas para o terrorismo”, pontuou.

Ao encerrar a abordagem sobre o tema, o presidente vinculou diretamente a atuação das facções aos crimes de colarinho branco, assegurando a continuidade das investigações e a responsabilização dos envolvidos em ilícitos. “Crime organizado e corrupção andam juntos. O combate à corrupção continuará implacável, doa a quem doer. Ninguém está acima da lei”, concluiu o mandatário brasileiro.

Fonte: Brasil 247

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