É falso que Dino descobriu que ‘Dark Horse’ não teve dinheiro de emendas

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Por Giovanna MassaroAos Fatos | Em busca da verdade na política – feed

Posts enganam ao dizer que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino descobriu que não houve destinação de emendas parlamentares para ‘Dark Horse’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação ainda está em andamento, mas já se sabe que uma das firmas de Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora do filme, teria recebido R$ 2 milhões de emendas.

Postagens com conteúdo enganoso circulavam no Facebook até a tarde desta segunda-feira (21).

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Flávio Dino tira sigilo do caso Dark Horse na tentativa de tumultuar a eleição, mas descobre que o filme não recebeu um real de emenda parlamentar, o que prova mais uma vez a versão de Flávio Bolsonaro.

Imagem de uma publicação de rede social com fundo preto e a palavra URGENTE em letras grandes e amarelas no topo. No centro, há uma montagem em preto e branco de Flávio Dino e de agentes da Polícia Federal, da fachada do Supremo Tribunal Federal e de um livro com a inscrição Dark Horse. Na parte inferior, o texto afirma: Flávio Dino tira sigilo do caso Dark Horse na tentativa de tumultuar a eleição, mas descobre que o filme não recebeu um milhão de emenda parlamentar, o que prova mais uma vez a versão de Flávio Bolsonaro. 

Não é verdade que Flávio Dino descobriu que “Dark Horse” não recebeu nenhum recurso de emenda parlamentar. A investigação ainda está em andamento, mas já se sabe que uma das entidades presididas pela empresária Karina Ferreira da Gama recebeu R$ 2 milhões de duas emendas parlamentares. Ela é sócia da Go Up, produtora do filme.

Não há registros públicos, na imprensa ou em canais oficiais do STF de que Dino teria descoberto que não foram direcionados recursos de emendas parlamentares para o filme.

Em 10 de setembro, a Polícia Federal realizou uma operação por suspeita de desvio de emendas parlamentares para “Dark Horse”. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Ferreira da Gama foram alvos da ação policial, que foi autorizada por Dino.

A CGU (Controladoria-Geral da União) registrou que o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 2 milhões em recursos federais por meio de duas emendas parlamentares de Frias. Os valores teriam sido utilizados em contratos fraudulentos, cuja execução não teria atendido às finalidades previstas, de acordo com o órgão.

Em despacho do dia 13 de setembro, Dino aponta a existência de transações financeiras suspeitas e “fortes indícios” de uma organização criminosa que teria como figura central Frias, produtor-executivo do filme e ex-secretário de Cultura de Bolsonaro.

Segundo o despacho, registros financeiros indicam o envio de dinheiro por Mário Frias à empresa Go Up, em um montante “incompatível tanto com os rendimentos por ele declarados quanto com os créditos identificados em suas contas bancárias comunicadas”.

Ainda no dia 13, o ministro retirou o sigilo do material produzido pela Polícia Civil de São Paulo sobre a Go Up, produtora responsável pelo filme. Na decisão, Dino determinou que o STF centralize o inquérito que tramitava na Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Após a quebra do sigilo, Flávio Bolsonaro (PL) protocolou uma petição no STF na qual afirma que o ministro Flávio Dino promoveu um levantamento “parcial e seletivo” das investigações e pede o fim total do sigilo da investigação.

O financiamento do filme também é investigado em outro inquérito no STF, sob relatoria de André Mendonça. Segundo a revista Piauí, documentos do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) mostram repasses que somam ao menos US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 64 milhões à época.

O caminho da apuração

Aos Fatos buscou notícias e decisões de Flávio Dino sobre a investigação que envolve o filme Dark Horse. Em seguida, a reportagem analisou os despachos do ministro, assim como notícias do site do STF que se refiram à investigação.

Fonte: Aos Fatos | Em busca da verdade na política – feed

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