Terceira Mesa Redonda China–América Latina e Caribe sobre Direitos Humanos debate governança global e multilateralismo em Lima

0

Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – A cidade de Lima, no Peru, sediou a Terceira Mesa Redonda China–América Latina e o Caribe sobre Direitos Humanos, encontro que reuniu representantes governamentais, acadêmicos, especialistas e integrantes de diversas instituições da China e da região latino-americana e caribenha. Com o tema central “Multilateralismo e Direitos Humanos”, o evento teve como foco o debate sobre o desenvolvimento pacífico, a governança global dos direitos humanos e o fortalecimento do aprendizado mútuo entre as civilizações, informa a agência Andina.

A organização da mesa redonda foi realizada de forma conjunta pelo Instituto Chongyang de Estudos Financeiros da Universidade Renmin da China (RDCY), pelo Instituto Internacional de Governo (IGOB) e pela Escola de Liderança Global da Universidade Renmin da China (SGL). O fórum contou ainda com o apoio institucional da Sociedade Chinesa de Estudos de Direitos Humanos (CSHRS), da Universidade Nacional Maior de São Marcos (UNMSM) e da própria Universidade Renmin da China (RUC).

Durante a jornada de debates, especialistas de ambas as regiões trocaram análises sobre tópicos centrais da agenda contemporânea, incluindo inteligência artificial, desenvolvimento socioeconômico, educação, responsabilidade social empresarial e cooperação regional. O acervo de discussões e contribuições do encontro resultou na elaboração de atas que reuniram 67 trabalhos acadêmicos e técnicos, evidenciando a diversidade de abordagens sobre multilateralismo e direitos humanos.

O diretor-geral do Escritório para a América Latina e o Caribe do Diário do Povo da China, Chen Yiming, destacou a trajetória do evento, lembrando que o projeto teve início no Brasil e alcançou sua terceira edição no Peru. Segundo Chen, a iniciativa consolidou-se como uma plataforma fundamental para que os países do Sul Global participem ativamente da governança mundial dos direitos humanos e promovam a democratização das relações internacionais.

Chen Yiming ressaltou ainda os marcos recentes da relação entre a China e a região. O dirigente lembrou que, em maio de 2025, durante a Quarta Reunião Ministerial do Foro China-CELAC, Pequim anunciou o lançamento de cinco grandes programas voltados para a unidade, o desenvolvimento, a civilização, a paz e os laços entre os povos. Posteriormente, em dezembro, o governo chinês publicou seu terceiro documento de política para a América Latina e o Caribe, estabelecendo diretrizes baseadas no respeito, na igualdade, na diversidade, no benefício mútuo, na abertura, na inclusão e na cooperação sem condicionantes políticas.

De acordo com o representante do Diário do Povo, a posição defensora da China baseia-se na promoção do desenvolvimento por meio da cooperação para avançar na garantia dos direitos humanos. Ele enfatizou que a assistência prestada a outros países em desenvolvimento ocorre sem exigências políticas vinculadas, resultando em melhorias concretas para a qualidade de vida das populações na América Latina e no Caribe.

Fonte: Brasil 247

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *