Vídeo mostra últimos momentos de jovem encontrada morta em condomínio em Fortaleza

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Por Laís GouveiaBrasil 247

247 Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos de Isabelle Caracristi, de 22 anos, antes de a estudante de Direito ser encontrada morta na área externa do condomínio onde vivia, em Fortaleza. A Polícia Civil do Ceará investiga as circunstâncias da morte e procura o namorado da jovem, João Munhoz Neto.

As informações foram divulgadas neste domingo (20) pelo Fantástico, da TV Globo. Segundo a reportagem, a Polícia Forense voltou ao edifício com drones para realizar novas análises, enquanto investigadores examinam gravações do condomínio e colhem depoimentos de pessoas relacionadas ao caso.

Isabelle morava havia algumas semanas no apartamento com João, um irmão dele e a mãe dos dois, Sara Regina Alexandre Munhoz, coordenadora de execução da saúde prisional da Secretaria de Administração Penitenciária. A mãe de João foi localizada pela polícia neste domingo em uma praia de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, e teve o celular apreendido.

A Secretaria da Segurança Pública do Ceará informou que os exames realizados no corpo apontaram lesões compatíveis com impacto contra o solo. As análises toxicológicas tiveram resultado negativo.

“Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Ceará informou que os exames realizados mostraram lesões no corpo compatíveis com o impacto contra o solo. Exames laboratoriais deram resultado negativo para substâncias toxicológicas.”

O laudo conclusivo do exame realizado no corpo ainda não foi divulgado e deve ficar pronto até o início de outubro. Até o momento, a polícia não informou oficialmente a dinâmica que levou à morte da jovem.

Isabelle e João haviam se conhecido em julho, em um escritório de advocacia onde ele trabalhava e ela fazia estágio. Segundo Isorlanda Caracristi, mãe da estudante, a filha vinha relatando episódios de ciúme e comportamento possessivo do namorado.

“Ela começou a me relatar, relatar que bastava ela descer para lanchar com as amigas do trabalho, quando via ele já estava lá junto. Quando ela descia, às vezes, para comprar um remédio na farmácia quando sentia cólica, ele já estava lá. Reclamava que ele era muito ciumento, que para onde ela ia, ele tava também”, diz Isorlanda Caracristi.

No domingo em que morreu, Isabelle passou parte do dia na casa da mãe. As imagens obtidas pelo jornal Diário do Nordeste mostram a estudante chegando ao condomínio às 17h58. João desceu até a portaria para encontrá-la, e os dois subiram juntos pelo elevador.

Às 18h33, as câmeras registraram João deixando o edifício com outra roupa. Nas imagens do elevador, ele aparentemente muda um anel de posição na mão direita.

Pouco depois, Isabelle continuou trocando mensagens com a mãe. Segundo Isorlanda, a filha reclamava de um torcicolo e disse que iria descansar. A última mensagem enviada pela jovem foi registrada às 19h22.

“E depois disse assim pra mim: ‘Olha, eu vou descansar um pouco, porque tá doendo ainda’. Eu disse ‘pois não esqueça de tomar o relaxante muscular’. Ela disse ‘te amo, mãe’, e disse ‘te amo minha filha’”.

Dez minutos antes dessa última mensagem, às 19h12, as câmeras do condomínio registraram Isabelle entrando no elevador e seguindo em direção à cobertura, localizada no 23º andar. O apartamento onde ela morava ficava no 15º andar.

Segundo a polícia, a morte ocorreu por volta das 20h40. As imagens mostram João retornando ao prédio às 22h48, quando o carro da Perícia Forense já se encontrava na garagem.

Os investigadores analisam outras gravações do sistema de segurança para tentar reconstruir os acontecimentos entre a ida de Isabelle à cobertura e o momento em que o corpo foi localizado. Quatro pessoas já haviam prestado depoimento, e outras quatro deveriam ser ouvidas nos dias seguintes.

A mãe da estudante afirmou que só ficou sabendo da morte da filha no dia seguinte. Após não conseguir contato com Isabelle, ela tentou falar com João, mas não obteve resposta.

“Liguei pra ele várias vezes. Aí eu disse ‘como é que é isso’, até que eu me toquei que a imagem dele não tava mais no WhatsApp e que eu tinha sido bloqueada”.

No domingo, manifestantes também se reuniram diante do prédio onde Isabelle vivia para cobrar esclarecimentos sobre o caso. A mãe da estudante afirma que busca respostas sobre as circunstâncias da morte e questiona por que não foi informada pela família do namorado.

“Certo, ninguém está. E alguém da família podia ter tido a dignidade de entrar em contato comigo e ninguém entrou. Então eu quero respostas. Por que não me avisaram? Por que fugiram? Por que que até hoje ninguém entrou em contato comigo? Eu quero essas respostas e quero justiça pra minha filha”.

A investigação permanece em andamento, com análise das imagens de segurança, depoimentos e exames periciais que deverão auxiliar a polícia a esclarecer o que ocorreu nas horas que antecederam a morte de Isabelle.

Fonte: Brasil 247

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