Equipe de campanha de deputada do ES é atingida por explosivo caseiro em Cachoeiro
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Publicado em 20 de Setembro de 2026 às 16:47
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Uma equipe da campanha da deputada federal Jack Rocha (PT) foi atingida por artefato explosivo caseiro, sábado (19), durante um bandeiraço no centro de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. O episódio ocorreu menos de 24 horas após outro caso de ataque: na sexta, wind banners da candidata foram arrancados de pontos onde estavam instalados em Vila Velha, com registros em redes sociais e declarações misóginas. Para os dois casos, foram feitos boletins de ocorrência.
Em Cachoeiro, duas integrantes da equipe foram atingidas, sofreram pequenas escoriações perto do olho e na perna e receberam atendimento. A Polícia Militar foi acionada e atendeu a ocorrência . Mas, depois, segundo informações da equipe da campanha, um dos policiais que participaram da ocorrência fez uma publicação sobre o caso considerada desrespeitosa.
“Também será formalmente comunicada às autoridades competentes a conduta do policial. A postagem foi posteriormente apagada, mas seu conteúdo foi preservado. Caberá aos órgãos responsáveis analisar os fatos e adotar as providências que entenderem pertinentes”, afirma a assessoria da campanha.
Para Jack Rocha, os dois atos têm características de violência política de gênero e não podem ser tolerados.
“A tentativa de tirar as pessoas das ruas com suas ideias é antidemocrática. E isso tem acontecido muito com mulheres, numa tentativa de silenciamento e desmobilização. Esse fato de Cachoeiro, em que um agente da Polícia Militar grava stories nas redes sociais ironizando a situação, torna tudo mais grave. Esse tipo de ação não pode ser minimizada”, avalia.
A deputada pontua que ataques a candidaturas de mulheres, sobretudo do campo progressista, não são um fato isolado no Espírito Santo. Jack Rocha lembra que coordena a bancada feminina na Câmara Federal e tem o relato de outros episódios de violência política de gênero pelo país, como em Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Norte.
“A violência política contra candidaturas de mulheres não pode ser naturalizada, afirmar que é ‘só uma bombinha’, ‘só um machucadinho’. Ao minimizar, quem perde é a democracia porque ninguém pode ter medo de ir às ruas, seja demonstrando a sua posição política, seja apoiando uma candidatura. A democracia se faz com liberdade e respeito.”
Nos casos em que sua equipe foi atingida, Jack espera que haja a identificação dos responsáveis e punição para cada um deles. “E que sirva para que outros não cometam essa prática”, conclui.
Vale lembrar que a violência política de gênero é crime, com pena de reclusão de um a quatro anos, mais o pagamento de multa.
As polícias Civil e Militar foram procuradas para tratar do caso de Cachoeiro, mas não houve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
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