Réu pela morte de policial no RJ é condenado a 39 anos de reclusão

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Por Isabel Briskievicz TeixeiraConsultor Jurídico

O juízo da 17ª Vara Criminal do Rio de Janeiro condenou um homem a 39 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de latrocínio consumado — roubo seguido de morte — contra um policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), e de latrocínio tentado contra a mulher do policial.

blitz lei seca Fernando Frazão/ Agência Brasil
Policial foi surpreendido por uma falsa blitz

O crime ocorreu em 30 de março de 2025, quando um grupo de criminosos realizou uma falsa blitz, durante a noite, na estrada da Grota Funda, em Vargem Grande, na zona sudoeste do Rio. O casal retornava para casa em carros separados.

O policial, que seguia no veículo da frente, foi morto no local com disparos de fuzil efetuados pelos criminosos. O carro da mulher, que vinha logo atrás, também foi atingido por diversos disparos. Por ser blindado, porém, ela conseguiu dar marcha à ré e escapar da abordagem.

Na sentença que condenou o réu pelo crime de latrocínio consumado, o juiz Fabio Lopes Cerqueira destacou que as provas reunidas no processo demonstram a participação do réu na ação criminosa.

“As provas dos autos são robustas e comprovam que o réu, em conjunto com outros elementos, roubou a arma de fogo e o distintivo da vítima […], valendo-se de disparos de arma de fogo que conduziram à sua morte”, afirmou o magistrado.

O juiz também ressaltou a gravidade da conduta do réu no crime de latrocínio tentado contra a juíza Tula Corrêa de Mello.

“Efetuar disparos de fuzil contra um automóvel que tenta escapar da abordagem configura nítida tentativa de interrupção da fuga para a consumação da subtração patrimonial violenta, denotando dolo de ceifar a vida da vítima para garantir o sucesso da empreitada”, ressaltou. Com informações da assessoria do TJ-RJ.

Processo nº 0057899-74.2025.8.19.0001

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Fonte: Consultor Jurídico

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