‘Se a gente desistir, o atraso vai vencer”: Despertar 2026 continua neste domingo (20), celebrando a luta e a democracia

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Por Iago CezarICL Notícias

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Por Iago Filgueiras

Na manhã deste domingo (20), Guga Noblat e William DeLuccca subiram ao palco do Despertar 2026, no Vibra São Paulo, marcando a abertura do segundo dia do evento presencial que reúne a comunidade ICL em defesa da democracia, da transformação social e da justiça.

Os jornalistas, que comandam o Rolê, um dos programas da grade do ICL Notícias, relembraram a palestra emocionante de Marcelo Adnet, realizada no sábado (19), falando sobre os constantes ataques virtuais enfrentados pelo humorista e as campanhas de ódio promovidas pela extrema direita.

O desafio que é enfrentar a extrema direita

Com anos de trajetória e luta em movimentos políticos e sociais, William DeLucca comentou sobre os ataques que já sofreu, muitos profundamente marcados pela homofobia.

Ao longo de sua trajetória, o jornalista já enfrentou situações que mostram o nível do risco que paira sobre quem luta por um Brasil mais justo. “Eu tenho 40 boletins de ocorrência abertos, já apareci em lista de neonazista para me caçar na rua, já apareci em grupo de extrema direita com meu endereço (exposto)”, afirmou. Mas DeLucca reforçou sua atuação intransigente na militância:

“Não é esse tipo de gente que vai me calar, que vai calar a minha militância e o meu trabalho”, disse.

Guga Noblat também relembrou os quase doze anos de embates travados com a extrema direita. Foi em 2014 que a coisa começou, quando ainda participava do CQC, programa exibido na TV aberta, descontinuado em 2015. E ele se recorda bem do contexto: três semanas após a eleição da Dilma Roussef, durante uma manifestação de opositores da ex-presidenta, se deparou com gritos de Fora Dilma e defesa da ditadura militar. “Comecei a achar aquilo meio estranho, esquisito, relembra.

Guga Noblat relembrou seus 12 anos de enfrentamento à extrema direita e ao discurso autoritário no Brasil. Foto: Marco Schultz convidou a todos para uma jornada de meditação no segundo dia do Despertar 2026. Foto: Oficina de Imagens / ICL
Guga Noblat relembrou seus 12 anos de enfrentamento à extrema direita e ao discurso autoritário no Brasil. Foto: Marco Schultz convidou a todos para uma jornada de meditação no segundo dia do Despertar 2026. Foto: Oficina de Imagens / ICL

Anos depois, muita coisa mudou, mas a importância do combate aos ideais autoritários segue se reafirmando como uma urgência no país, dia após dia. E o ICL e sua comunidade se colocam na linha de frente:

“Se não fosse o ICL, se não fossem as reportagens do ICL, a narrativa da extrema direita estaria vencendo o tempo inteiro na internet”, afirmou Noblat

O público faz parte de tudo isso. Na plateia do Despertar 2026, reúnem-se milhares de pessoas que acreditam que é preciso enfrentar o reacionarismo, o atraso e lutar por justiça social. E, em um momento emocionante, foi a força dessa comunidade que foi aplaudida, relembrando que o caminho é cansativo, mas desistir nunca foi uma opção.

Para o dia começar mais leve, mas com a luta no horizonte

Após a abertura, foi a vez de Marco Schultz subir ao palco, convidando a comunidade ICL para desacelerar e mergulhar em uma jornada de meditação marcada pelo autoconhecimento, reflexão e promoção da saúde mental, algo indispensável para se manter de pé e de cabeça erguida, mirando um mundo mais justo. Para ele, “o objetivo do processo meditativo não é meramente a prática, o estudo, mas o cultivo da atenção plena”.

E, com os ensinamentos de Mahatma Ghandi, Schultz destacou a importância de cuidar de si para cuidar do mundo, relembrando uma célebre frase: “Seja você, não meramente a mudança, mas a transformação que você quer ver no mundo”.

Marco Schultz convidou a todos para uma jornada de meditação no segundo dia do Despertar 2026. Foto: Oficina de Imagens / ICL
Marco Schultz convidou a todos para uma jornada de meditação no segundo dia do Despertar 2026. Foto: Oficina de Imagens / ICL

Sobre o Despertar 2026

O Despertar 2026 continua neste domingo (20), no Vibra São Paulo. Em sua terceira edição, o evento reúne professores, pesquisadores, jornalistas, artistas e ativistas para debates sobre educação, cultura, democracia, direitos humanos e participação social.


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Fonte: ICL Notícias

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