Lula rebate Trump: ‘terrorista era o Bolsonaro’
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebatou, nesta sexta-feira (18), as declarações do ex-presidente norte-americano Donald Trump sobre a atuação de facções criminosas na América Latina. Durante anúncio de ações de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, o chefe do Executivo rejeitou a rotulação dessas organizações como grupos terroristas nos moldes internacionais e afirmou que o verdadeiro terrorismo de Estado foi praticado por seu antecessor, Jair Bolsonaro, ao articular um golpe de Estado no Brasil, informa o discurso oficial do presidente.
“Nós precisamos ganhar do crime organizado. Eu não aceito a ideia de que as facções são organizações terroristas, como diz o Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado. Ele fala da briga pelo poder. Quem era isso era o Bolsonaro, tentando dar golpe no 8 de janeiro. Isso é terrorismo. Pensando em matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. Esse era o plano. Isso é terrorismo de Estado”, declarou Lula.
Ao mesmo tempo, o presidente ponderou que a população das periferias e comunidades periféricas sofre um tipo distinto de violência, caracterizado pelo domínio territorial e pelo constrangimento ilegal praticado por facções e milícias no dia a dia dos moradores.
“Agora estamos falando de terrorista na periferia. Porque esses bandidos são terroristas para a família que está no bairro, para as pessoas na escola, que querem dançar num baile qualquer na periferia, que têm que pagar pedágio por conta do gás, por conta dos benefícios que o governo oferece. Esse é terrorismo, em que vive todo mundo assustado, desde uma criança levantar cedo para a escola, o pai e a mãe”, explicou o mandatário.
Lula reafirmou o compromisso do governo federal em atuar de forma integrada com as demais esferas de poder para recuperar o controle de áreas sob domínio de grupos armados no estado fluminense. “Esse nós vamos desocupar o território. Esse é o compromisso nosso: deixar o Rio de Janeiro livre da bandidagem”, concluiu.
Fonte: Brasil 247