“Antártida”, thriller com Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal e Andrea Beltrão, chega aos cinemas
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Publicado em 18 de Setembro de 2026 às 11:23
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O frio extremo é apenas uma das ameaças de “Antártida”, longa-metragem dirigido por Bruno Safadi e escrito por Claudia Jouvin, que chegou aos cinemas nesta quinta-feira (17). Estrelado por Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal e Andrea Beltrão, o filme acompanha uma violência cometida contra uma cientista recém-chegada a uma estação brasileira no Polo Sul e a investigação que transforma todos os homens da base em suspeitos.
Na trama, Inês (Marina Ruy Barbosa) desembarca na Estação Comandante Diniz para participar de uma expedição científica. Jovem e empolgada com a oportunidade de colocar em prática tudo o que estudou, ela chega aberta para novas experiências e interessada em fazer parte daquele grupo. Mas, logo na primeira noite, sofre uma violência que muda completamente sua trajetória.
“Foi desafiador e, ao mesmo tempo, excitante”, conta Marina Ruy Barbosa sobre a construção da personagem.
A gente quis trazer uma Inês num primeiro momento muito aberta para o mundo, para a vida, para os sonhos
A transformação da personagem acontece de maneira abrupta. Isolada pelo frio e sem possibilidade de deixar a estação, Inês passa a desconfiar de todos ao seu redor e precisa lidar com as consequências da violência enquanto tenta sobreviver em um ambiente hostil.
“É uma personagem que vive a partir disso um abismo emocional de tentar se reconstruir, de tentar se reconhecer e sobreviver nesse corpo e nesse lugar onde ela não pode sair e que ela desconfia de todo mundo”, explica Marina.
A situação também aproxima as mulheres da estação. Elisabeth, subcomandante interpretada por Andrea Beltrão, assume a investigação do crime, enquanto Marina, personagem de Leandra Leal, e Rose (Mariana Sena) se unem a Inês em meio ao medo e à desconfiança.
Para Marina, a união entre as personagens é fundamental para a história. “Essa união feminina vai acontecendo, porque elas veem que sem isso elas talvez não consigam viver”, afirma.
Apesar de abordar uma violência contra a mulher, “Antártida” vai para além desse tema sensível. O filme aposta na estrutura de thriller psicológico para conduzir o público por uma investigação em que o isolamento da estação aumenta a tensão e faz com que qualquer personagem possa ser o responsável pelo crime.
Para Leandra Leal, foi justamente a combinação entre uma história bem construída, personagens complexos e o desafio de ambientar a produção em um lugar tão distante que a atraiu para o projeto.
Era um roteiro muito bem construído, com personagens muito interessantes. Tinha essa coisa do thriller psicológico, que é um mistério que você fica ali tentando acompanhar e, ao mesmo tempo, você acompanha através dos personagens
A atriz também chama atenção para a dimensão da produção e para o desafio de transportar o elenco para uma paisagem tão diferente.
“Tinha o fato de ser um filme ambientado num lugar muito diferente, muito distante. Como realizar isso? Esse desafio tecnológico, humano também, de como atores se colocarem nesse espaço”, comenta.
“Antártida” foi rodado no Rio de Janeiro, no maior estúdio de produção virtual da América Latina. A produção utilizou mais de 300 metros quadrados de telas de LED em um espaço de mais de 1.500 metros quadrados, além de câmeras autotracking, recursos de inteligência artificial e realidade aumentada. Imagens captadas na Patagônia com câmeras 360 e cenários físicos também foram combinadas à tecnologia para construir a paisagem congelante.
Para Leandra, toda essa estrutura contribuiu para fazer do longa uma grande produção sem deixar que a tecnologia se sobreponha à história.
“Fiquei muito feliz de ter essa temática toda no filme, mas, ao mesmo tempo, ser um filmaço muito bem construído”, afirma. “Eu fiquei: cara, que legal fazer um filme grande desse jeito.”
Na pele da subcomandante Elisabeth, Andrea Beltrão também precisou enfrentar situações fisicamente exigentes durante as filmagens. Entre as cenas que mais gostou de realizar está uma sequência em que sua personagem se arrasta pelo gelo em busca de ajuda.
“Eu gostei muito de fazer a cena que ela se arrasta no gelo procurando ajuda”, conta a atriz, que brinca com a experiência de interpretar uma personagem em situação extrema.
Para Andrea, as cenas de ação e sobrevivência foram justamente parte da diversão de interpretar uma personagem que enfrenta situações pouco comuns no cotidiano.
Eu gostei de fazer todas essas cenas meio heroicas. Eu me divirto porque, na medida em que isso não é possível na nossa vida comum e ordinária, quando a gente pode fazer isso no cinema, é muito divertido
Com Andrea Beltrão, Leandra Leal, Marina Ruy Barbosa, Mariana Sena, Antonio Calloni, Lázaro Ramos, João Vitor Silva, Henrique Barreira, Adelio Lima, Renan Monteiro, Marcos de Andrade e Gero Camilo no elenco, “Antártida” combina suspense, investigação e drama em uma história ambientada em um dos lugares mais inóspitos do planeta.
O longa é uma produção do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo, em coprodução com a TV Globo, e foi selecionado como filme de abertura do 54º Festival de Cinema de Gramado.
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