Vinte e cinco minutos de aplausos em Veneza
Por CartaCapital — Carta Capital
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O documentário Naza mostra como Israel usa a IA para massacrar civis em Gaza
O documentário israelense Naza, dirigido pelo jornalista Yuval Abraham e pela cinegrafista Rachel Szor, recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Veneza e foi ovacionado por 25 minutos. A dupla trabalhou escondida durante três anos em telhados de Tel-Aviv e reuniu depoimentos de 24 oficiais e fontes da inteligência israelense. O filme mostra como o país utiliza tecnologia secreta de Inteligência Artificial para mirar e massacrar, deliberada e sistematicamente, civis em Gaza. Ao discursar, Abraham denunciou que, desde o começo do festival, em dez dias, Israel havia matado ao menos mais seis crianças no enclave e que o país vinha negando o filme mesmo sem assisti-lo. “Acreditamos que a negação do crime é o que ajuda a perpetuá-lo.” Enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou a dupla de incitar o ódio antissemita a partir do próprio país, o ministro da Cultura, Miki Zohar, falou em revogação de cidadania e desvendar as fontes, enquanto o comandante do exército ordenou a avaliação de medidas legais.

Para baixo – O Banco Central cortou a taxa básica de juros de 14% para 13,75% na última reunião do Copom antes da eleição, baixando a Selic ao seu menor patamar desde março de 2025. A quinta redução em sequência ocorreu graças ao registro de deflação de 0,32% em agosto. Em nota, o Copom informou que a incerteza internacional exige cautela dos países em desenvolvimento.
Na contramão, o FED elevou os juros dos EUA pela 1ª vez em mais de três anos, de 3,75% para 4% ao ano, por causa da disparada do petróleo.
Torturada na ditadura, a militante viveu para defender os direitos humanos
Amelinha Teles lutou pelos direitos humanos – Imagem: Rodrigo Romeu/Alesp
Morreu a escritora e ativista de direitos humanos Maria Amélia de Almeida Teles. Militante do PCdoB durante a ditadura, Amelinha Teles foi sequestrada em 1972 e levada ao DOI-Codi de São Paulo, onde foi submetida a torturas bárbaras comandadas pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Seus filhos, então com 4 e 5 anos, foram levados para vê-la desfigurada. Em 2005, a família moveu uma ação contra Ustra, que em 2008 foi declarado torturador. Em 2018, quando Bolsonaro insistia em idolatrá-lo, Amelinha foi ao programa de Haddad para descrever as torturas sofridas. O TSE suspendeu a propaganda por ter “ultrapassado os limites da razoabilidade”. A ativista integrou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e foi assessora da Comissão da Verdade de São Paulo. Entre seus livros, estão Contos da Cela Três e Feminismos, Ações e Histórias de Mulheres. Amelinha tinha 81 anos e dirigia a União de Mulheres de São Paulo. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania lamentou a morte e reconheceu sua atuação na defesa dos direitos humanos, na busca de desaparecidos e no movimento feminista.
Imagem: Ricardo Stuckert/PR
Derramado – O ex-vereador de São Paulo pelo União Milton Leite é alvo de um mandado de prisão preventiva no âmbito de uma operação contra a infiltração do PCC em empresas de ônibus. Segundo a Polícia Civil, o político, que ocupou a Câmara Municipal de 1996 a 2024, detém a liderança na facção. Leite passou a ser considerado foragido ao não ser localizado durante a diligência na quinta-feira 17, mas divulgou nota dizendo estar em viagem e que se apresentaria em 24 horas. O ex-presidente da SPTrans Levi de Oliveira e o candidato
a deputado estadual Danilo Morgado, do PL, também estão na mira.
Imagem: Javier Torres/AFP
Opressão – Quase 300 chilenos foram detidos durante os protestos em memória das vítimas da ditadura de Augusto Pinochet. Sob José Antonio Kast, os atos no 53º aniversário do golpe militar contra Salvador Allende ocorreram pela primeira vez sem agenda oficial
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Fonte: Carta Capital