A inclusão que não veio: até onde a IA desceu a pirâmide social
Duas pesquisas recentes realizadas no Brasil apresentam visões contrastantes sobre a adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA) entre as classes sociais mais baixas. O Índice Reglab, que entrevistou 1.103 pessoas conectadas, revelou que 84,4% dos participantes das classes D e E reconhecem as ferramentas de IA generativa. Em contrapartida, a pesquisa TIC Domicílios 2025, que abrangeu 24.535 indivíduos em 27.177 lares, mostrou que apenas 16% dos usuários de internet das classes D e E utilizaram essas ferramentas nos três meses anteriores à pesquisa. Além disso, 59% dos que não usaram afirmaram desconhecer a existência dessas tecnologias, o que representa uma significativa parcela da amostra. Essa discrepância indica que, embora haja um reconhecimento das ferramentas, o uso efetivo ainda é limitado, evidenciando um gap no acesso e na inclusão digital.
Fonte: JOTA