Petrobras expande atuação internacional com assinatura de oito contratos de exploração na Costa do Marfim
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – A Petrobras, por meio de sua subsidiária integral Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), formalizou nesta quinta-feira (17) a assinatura de contratos de Partilha de Produção (PSCs) para oito blocos exploratórios offshore situados na República da Costa do Marfim. A parceria foi firmada em conjunto com o governo do país africano e a estatal local PETROCI Holding.
A cerimônia oficial de assinatura ocorreu na cidade de Abidjan, capital econômica e sede do governo da Costa do Marfim. O evento contou com a presença da diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos.
Os acordos celebrados abrangem os blocos marítimos CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702. De acordo com os termos estabelecidos, a Petrobras, representada pela PNBV, terá uma participação majoritária de 90% nas áreas e exercerá a função de operadora. Os 10% restantes do consórcio ficarão sob a responsabilidade da estatal marfinense PETROCI Holding.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a importância estratégica do avanço no continente africano e a semelhança técnica entre as formações Rochosas das duas margens do Atlântico. “Com essa aquisição, a Petrobras assume presença relevante na Costa do Marfim, país localizado numa região de alto potencial exploratório, com características geológicas semelhantes às de nossas bacias sedimentares. Vamos aplicar nesses blocos nossa experiência e capacidade técnica e estamos confiantes de que poderemos, com elas, descortinar todas as possibilidades que acreditamos existir na margem atlântica africana”, declarou a executiva.
A movimentação na Costa do Marfim está alinhada às diretrizes do Plano de Negócios da Petrobras, que busca a recomposição contínua de suas reservas de petróleo e gás natural mediante a exploração de novas fronteiras geológicas, no Brasil e no exterior. A avaliação de novas oportunidades visa diversificar o portfólio exploratório da empresa, assegurando a geração de valor e a sustentabilidade de longo prazo das operações da petroleira.
Fonte: Brasil 247