PF pediu busca contra ACM Neto em investigação sobre desvios, mas STF negou

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para realizar busca e apreensão contra ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de desvios em contratos públicos. A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kássio Nunes Marques, do STF. A informação foi publicada nesta quinta-feira (17) pelos jornalistas Natália Portinari e Fabio Serapião, em coluna no UOL.

ACM Neto é investigado sob suspeita de ter indicado um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de selecionar empresários em licitações públicas que, posteriormente, teriam gerado retorno em forma de propina.

A investigação faz parte da décima fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de fraudes em contratações públicas na área da educação em Belo Horizonte. Ao todo, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.

Entre os alvos da operação estão Marcos Moura, empresário conhecido como “rei do lixo”, Fábio e Alex Parente, donos de uma construtora e de uma empresa de limpeza urbana, além do ex-secretário de Educação de Belo Horizonte Bruno Barral.

De acordo com a PF, a apuração mira possíveis irregularidades em contratos firmados entre 2024 e 2025 para fornecimento de serviços e materiais didáticos. Os valores investigados chegam a R$ 80 milhões.

A Operação Overclean investiga desvios e fraudes em licitações custeadas por emendas parlamentares. Nesta nova etapa, os agentes buscam avançar sobre o suposto funcionamento do esquema e a participação de empresários e agentes públicos nas contratações sob suspeita.

Em nota sobre a operação, a Polícia Federal afirmou que “os fatos apurados podem caracterizar, em tese, crimes contra a administração pública, fraudes em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro”.

Fonte: Brasil 247

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