Maria Marighella é recebida por Seu Jorge em encontro com artistas, empresários e articuladores da cultura e economia criativa
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – Artistas, intelectuais, empresários, gestores públicos e representantes da economia criativa se reuniram em São Paulo em torno da candidatura de Maria Marighella (PT) a deputada federal pela Bahia. O encontro ocorreu na casa do cantor e ator Seu Jorge e contou com a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Participaram da mobilização artistas como Evandro Okán, conhecido como Fioti, e Paula Lima; os empresários Paulo Feitosa e Eliane Dias; e Luana Ozemela, diretora de Sustentabilidade do iFood. Também estiveram presentes Joelma Gonzaga, secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura; Roberta Martins, secretária dos Comitês de Cultura do MinC; e Leonardo Lessa, presidente da Funarte.
Entre os participantes estava ainda Rachel Maia, CEO da RM Cia 360 & Internacional Trade e ex-CEO da Lacoste, que participou da organização do encontro. A reunião teve como um dos focos a discussão sobre a representação política do setor cultural e da economia criativa no Congresso Nacional.
Cultura e representação política
Ex-presidenta da Funarte, Maria Marighella apresentou sua candidatura como parte da articulação por uma bancada voltada às demandas de artistas, trabalhadores, instituições e empreendedores da cultura. A proposta também envolve aproximar as políticas culturais das diferentes regiões brasileiras e relacionar cultura, desenvolvimento e economia criativa.
“A cultura é, para o Brasil, esse ativo de democracia. Mas a cultura hoje no Brasil é também um território de disputa. Por um lado, o ataque às políticas, aos artistas, aos nossos fazeres; por outro, a corrupção e a mobilização de recursos para atividades de propaganda e familismo. É duro, mas eles têm o controle da fala pública, da mobilização, da opinião, das redes, e nós precisamos agir”, disse Maria.
Baiana, Maria também citou o papel de Salvador e do Nordeste como espaços permanentes de criação, trabalho, conhecimento e formulação de políticas culturais, além da dimensão simbólica atribuída à região.
A reunião ocorreu após mais de três anos de Maria à frente da Funarte. Atriz e gestora cultural, ela foi a primeira mulher nordestina a presidir a instituição e participou, junto com Margareth Menezes, da reconstrução da fundação e da retomada de políticas nacionais voltadas às artes. “Esse é um encontro para mobilizar opinião em favor e em defesa do povo. E esse é o papel também da cultura”, afirmou.
Seu Jorge, anfitrião do encontro, também falou sobre a mobilização e a defesa de uma participação maior da cultura nas discussões sobre o país. “Eu faço parte desse movimento, dessa ideia de restauração de valores importantes, de um quadro novo, de pessoas realmente envolvidas e preocupadas com a agenda nacional”, afirmou. O artista disse ainda ser necessário olhar para o Brasil “com um sentimento mais coletivo”.
A relação entre Seu Jorge e a família Marighella também deu um significado particular ao encontro. O artista interpretou Carlos Marighella, avô de Maria, no filme dirigido por Wagner Moura. Maria também participou da produção. Durante a reunião, Seu Jorge lembrou a trajetória do ex-deputado baiano e símbolo da resistência à ditadura militar.
Fonte: Brasil 247