Obras de Di Cavalcanti chegam a Goiânia pela primeira vez; veja quando e onde visitar
Por Luan Monteiro — Jornal Opção

A obra de Di Cavalcanti será apresentada pela primeira vez ao público de Goiânia em uma exposição dedicada ao artista modernista. A mostra “Di Cavalcanti: Lírico, brasileiro, modernista” será aberta no dia 26 de setembro, às 10h, na Cerrado Galeria, no Setor Sul. A entrada é gratuita.
A exposição reúne pinturas e desenhos produzidos entre 1925 e 1972, abrangendo cinco décadas da trajetória de Emiliano Di Cavalcanti. O conjunto permite acompanhar mudanças na produção do artista e sua relação com diferentes momentos do modernismo brasileiro, além da permanência de temas ligados à cultura e à vida cotidiana do país.
A mostra tem curadoria de Divino Sobral, diretor artístico da Cerrado Galeria. Segundo o curador, a produção de Di Cavalcanti esteve diretamente relacionada ao ambiente em que o artista viveu, especialmente ao Rio de Janeiro, cidade marcada por contrastes sociais, paisagens e manifestações culturais.
“A obra de Di Cavalcanti foi construída em relação direta com o espaço que o cercava e com a época em que vivia”, explica Sobral. A produção do artista teve como um de seus principais focos a representação do povo brasileiro e aspectos da cultura popular.
Walter Pimentel também apresenta trabalhos inéditos
A abertura da exposição será acompanhada pela primeira mostra individual de Walter Pimentel na galeria. Intitulada “Anímica e estelar”, a exposição reúne trabalhos realizados entre 2025 e 2026.
Nascido em Goiânia em 1998, Pimentel trabalha com guache e têmpera sobre papel, além de tinta a óleo sobre tela e madeira. Algumas obras incorporam elementos em espuma expandida ou fibra de vidro.
As pinturas partem de fotografias feitas pelo próprio artista ou encontradas em arquivos de fotógrafos desconhecidos. A partir dessas imagens, Pimentel desenvolve trabalhos relacionados à memória, à imaginação e à espiritualidade.
Embora estejam separadas por diferentes períodos históricos e linguagens, as duas exposições têm em comum o uso da figuração e o interesse pela experiência humana. Enquanto Di Cavalcanti construiu sua produção a partir da cultura popular e das transformações sociais do Brasil moderno, Pimentel utiliza lembranças, imagens domésticas e referências espirituais para criar uma produção contemporânea.
Trajetória de Di Cavalcanti
Nascido em 1897, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, Di Cavalcanti atuou em diferentes áreas das artes visuais e da imprensa. Foi desenhista, ilustrador, cartunista, gravador, pintor, muralista e jornalista.
O artista participou da organização da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, e posteriormente esteve entre os fundadores do Clube de Artistas Modernos. Entre 1923 e 1925, viveu em Paris, onde estudou na Académie Ranson e manteve contato com artistas como Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger e Henri Matisse.
Ao longo da carreira, sua produção esteve marcada pela representação de temas brasileiros e pela atenção às questões sociais. Na década de 1950, integrou a delegação brasileira na Bienal de Veneza e recebeu o Prêmio Nacional de Pintura da II Bienal Internacional de São Paulo, em 1953.
Di Cavalcanti morreu em 1976, no Rio de Janeiro.
Serviço
Exposições: “Di Cavalcanti: Lírico, brasileiro, modernista” e “Anímica e estelar”
Curadoria: Divino Sobral
Abertura: 26 de setembro de 2026, às 10h
Local: Cerrado Galeria – Rua 84, nº 61, Setor Sul, Goiânia
Visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h
Entrada: gratuita
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Fonte: Jornal Opção