Na lavagem pública de roupa suja no STF, Nunes Marques é o primeiro ‘dominado’ pela teia de dinheiro e sexo do Master
Por Marco Damiani — Brasil 247
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF e presidente do TSE, é o primeiro ‘dominado’ pela divulgação de mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele aparece como sendo o elo de ligação entre seu filho, Kevin Marques, e o Master. O banco dedicaria ao advogado, por intermédio de uma consultoria tributária, uma mensalidade de R$ 500 mil reais. “Dominado aqui”, escreveu o então diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, para Vorcaro, ao comentar, no ano passado, que estava com os dados de Kevin para fazer os depósitos arreglados.
O juiz responsável por presidir as eleições de 2026 também brilha pelo desempenho pessoal, digamos, na nova rodada de revelações do celular de Vorcaro. Uma agenciadora de garotas de programa confirma ao banqueiro, com todas as letras, que uma prostituta de luxo enviada a um ambiente no 23º andar de um prédio no bairro do Itaim, em São Paulo, havia confirmado que ‘ficou’ com o magistrado. Em seguida, pede o pagamento de R$ 10 mil pela jornada de trabalho da ‘menina’.
A humilhação não é pequena. Nunes Marques teve toda a República ao seu redor, no primeiro semestre, quando anunciou que seria rigoroso no acompanhamento das eleições deste ano. O comparecimento de autoridades públicas ao TSE foi maciço. Agora, porém, a bajulação vira bazófia, referente a quem se gaba muito e inventa histórias para enganar os outros.
O celular de Vorcaro denuncia que Nunes Marques não tem estatura moral para presidir as eleições. Mas ele está lá no TSE com o ministro André Mendonça, também envolvido na mesma teia, como vice. Este mostra fibra e promete atuar no ataque no plenário do Supremo, hoje, para que se abra uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O saliente Nunes Marques, por outro lado, tende a se declarar impedido de votar em razão das suspeitas de dinheiro e sexo que subiram à tona nas mensagens do celular mais revelador de quem é quem na República.
Fonte: Brasil 247