Ator Javier Bardem adere a boicote contra Ed Sheeran após exclusão de rapper por apoio à Palestina

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Por Laís GouveiaBrasil 247

247 – A decisão do cantor britânico Ed Sheeran de remover o rapper Macklemore da programação de sua turnê nos Estados Unidos deflagrou um intenso movimento de contestação nas redes sociais. O afastamento do artista ocorreu após manifestações de solidariedade ao povo palestino durante apresentações de abertura. A medida motivou reações no meio artístico internacional, incluindo uma publicação do ator espanhol Javier Bardem em favor do boicote aos shows do britânico.

O desacordo entre os músicos teve início nas primeiras datas da “Loop Tour” em Nova York. No dia 4 de setembro, durante o show de abertura, Macklemore manifestou apoio à causa palestina e declarou “Palestina Livre” diante do público. Na noite seguinte, o rapper reiterou sua postura política no palco, direcionando sua fala à comunidade judaica: “A todos meus irmãos e irmãs judeus: criticar Israel, criticar o apartheid e opor-se ao genocídio não é, de forma alguma, uma crítica a vocês”. Após os episódios, a participação do rapper — que estava prevista para oito apresentações — foi cancelada.

A remoção do artista envolveu pressões por parte das empresas responsáveis pela organização do evento. Segundo a Messina Touring Group, produtora que gerencia a etapa estadunidense da turnê, os recintos contratados para os próximos eventos sinalizaram que não permitiriam a presença de Macklemore. Diante dos vínculos contratuais com as arenas e os promotores locais, Sheeran optou por dar prosseguimento aos shows sem a presença do rapper convidado.

O cancelamento desencadeou uma onda de críticas ao cantor britânico em diversas plataformas digitais. Fãs e internautas passaram a classificar a postura de Sheeran como conivente e contrária à liberdade de expressão, impulsionando campanhas de boicote ao trabalho do artista. Além do posicionamento público de Javier Bardem, diversos usuários expressaram indignação com o afastamento de Macklemore, definindo a postura da organização do show como uma tentativa de silenciar o debate sobre o conflito na Faixa de Gaza.

Fonte: Brasil 247

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