Com cidades de SP alagadas, Tarcísio reduz verba de combate a enchentes ao menor nível de seu governo

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Por Igor CarvalhoBrasil de Fato

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou o último final de semana no Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), observando a intensidade das chuvas e a evolução no número de enchentes nas cidades do estado. A preocupação dos últimos dias, no entanto, não representa o comportamento padrão do mandatário bolsonarista quando o assunto é a segurança hídrica dos paulistas.

O orçamento de 2026, de autoria de Tarcísio de Freitas e aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), é o menor do seu governo para aplacar os riscos e consequências das enchentes em São Paulo.

Para 2026, Tarcísio de Freitas destinou no orçamento apenas R$ 1,37 bilhão para o setor de segurança hídrica, que tem como objetivo “gerenciar recursos hídricos para promover o uso racional e minimizar impactos de eventos como enchentes e estiagens”.

O valor aprovado para 2026 representa um recuo de 33,8% em comparação a 2025, ano em que o montante somou R$ 2,07 bilhões. Na comparação com 2024, quando a verba foi de R$ 1,82 bilhão, a diminuição alcança 24,7%. Frente ao orçamento de 2023, de R$ 1,48 bilhão, a diferença negativa é de 7,4%.

“Um corte dessa proporção dá a impressão de que esse problema está solucionado, de que não há mais risco de enchentes”, afirma Amauri Pollachi, coordenador do Observatório Nacional dos Direitos ao Saneamento (Ondas) e vice-presidente da Bacia Hidrográfica do Alto-Tietê. “Retirar recursos de enchente é desconsiderar a crise climática que nós estamos vivendo; me parece uma desconsideração do governador para com a segurança hídrica.”

“A redução dos recursos para combate a enchentes é contraditória em relação ao que deveria ser feito. O governo de São Paulo deveria ter políticas claras para usar sistemas que transformem cidades em esponjas, criando sistemas em áreas livres de ocupação para que elas sejam absorvedoras de excesso de água, mas não existe essa política”, critica Pollachi.

Procurado, o governo de São Paulo não respondeu até o fechamento desta matéria. Caso o faça, o texto será atualizado.

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Fonte: Brasil de Fato

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