BRB afasta cinco funcionários sob suspeitas de envolvimento nas fraudes com o Banco Master

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Por Luis Mauro FilhoBrasil 247

247 – O Banco de Brasília (BRB) afastou cautelarmente cinco empregados por suspeitas de envolvimento nas fraudes relacionadas ao Banco Master. A decisão alcança dois ex-diretores e três superintendentes, segundo apuração do Estadão/Broadcast Político, e integra a investigação interna sobre falhas de governança na instituição.

O Conselho de Administração autorizou os afastamentos a pedido da corregedoria. Em nota, o banco ressaltou que a medida não significa uma conclusão sobre a responsabilidade dos funcionários: “O Banco reforça que os afastamentos são cautelares e não representam antecipação de juízo em relação ao mérito das investigações”.

Entre os atingidos estão o ex-diretor de finanças e controladoria Dario Oswaldo Garcia Júnior e a ex-diretora de controles e riscos Luana de Andrade Ribeiro. Ambos integraram a gestão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso sob acusação de participar do esquema com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Os cinco empregados já haviam deixado suas funções anteriores após a mudança na presidência do banco. Como são concursados, continuavam trabalhando em agências. Com o afastamento, aguardarão em casa a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

O BRB não divulgou os nomes dos funcionários. O Estadão/Broadcast Político informou que não conseguiu contato com os citados.

Uma perícia da Polícia Federal concluída em agosto apontou que a antiga diretoria do BRB aprovou a aquisição de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master entre 2024 e 2025. Os peritos classificaram a condução das operações como gestão fraudulenta, e não apenas como gestão temerária ou resultado de falhas administrativas isoladas.

A análise examinou documentos encaminhados pelo BRB e verificou informações já reunidas pelos investigadores. Segundo a PF, as fraudes somaram aproximadamente R$ 17 bilhões e envolveram a produção de documentos falsos em grande escala.

O banco também busca recursos para absorver as perdas ligadas ao Master e reequilibrar seu balanço. O Governo do Distrito Federal tenta estruturar um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com garantias de grandes bancos, para viabilizar um aporte de R$ 6,6 bilhões na instituição.

A negociação enfrenta um impasse sobre as garantias. De acordo com a apuração, o Tesouro Nacional resiste a oferecer aval por considerar que o governo federal não deve assumir o socorro financeiro decorrente das operações do BRB com o Master. Os bancos envolvidos, por sua vez, condicionam a concessão dos recursos a essa garantia.

A operação está sob análise do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. Uma das preocupações é o risco de quebra do BRB, que mantém cerca de R$ 33 bilhões em depósitos judiciais de cinco tribunais regionais do país.

Fonte: Brasil 247

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