Como a IA está multiplicando a troca de smartphones usados por novos

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Por Allan RavagnaniCarta Capital

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Tecnologia automatiza avaliação de aparelhos e eleva valor de troca oferecido ao consumidor no e-commerce

O Brasil tem hoje 257 milhões de smartphones ativos, com um mercado que movimenta cerca de 40 milhões de aparelhos novos e outros 40 milhões de usados por ano. Nesse volume, o trade-in, modelo em que o consumidor entrega o celular antigo como parte do pagamento de um novo, ganha força puxado pela aplicação de inteligência artificial na avaliação dos aparelhos.

No primeiro semestre de 2026, esse avanço já aparece nos números: a Renov, empresa de trade-in, registrou alta de 320% no volume de aparelhos adquiridos em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Até pouco tempo, o trade-in dependia do balcão da loja física, com avaliação manual, formulário em papel e espera longa. Isso gerava atrito para quem queria trocar o aparelho e incerteza para o lojista sobre o estado real do dispositivo recebido.

Com a IA, a avaliação passa a ser automatizada e rápida, sem depender do julgamento de um funcionário sobre o estado do aparelho. Segundo a empresa, essa automação foi o que permitiu levar o trade-in também para o ambiente digital, além da loja física.

Hoje, o consumidor consegue fazer todo o diagnóstico do celular usado em casa, pelo celular ou computador. Em poucos minutos, recebe o voucher de desconto, agenda a logística reversa do aparelho antigo e conclui a compra do novo modelo direto no e-commerce.

Para Felipe Mendes, CEO do Grupo Pitzi, essa mudança tira o trade-in do balcão e o coloca dentro da decisão de compra. “Quando removemos a incerteza e o atrito da jornada, oferecemos autonomia para que o cliente realize a avaliação onde preferir. A inteligência artificial permite integrar a troca de usados tanto às lojas físicas quanto ao e-commerce de maneira simples e escalável, tornando a tecnologia de ponta mais acessível a milhões de brasileiros”, afirma.

Um dos desafios do trade-in é equilibrar uma oferta atraente para o cliente com segurança para quem compra o aparelho usado. Para isso, o sistema combina avaliação visual com a checagem automatizada de mais de 20 critérios funcionais, como bateria, tela, sensores, câmeras, touch e conectividade.

Essa checagem detalhada permite oferecer vouchers mais competitivos, já que o valor pago reflete o estado real do aparelho. Ao mesmo tempo, reduz o risco para o varejista, que passa a saber exatamente o que está recebendo em troca.

“A precisão da inteligência artificial gera um círculo virtuoso de confiança entre o varejo e o consumidor. Ao checar detalhadamente mais de duas dezenas de parâmetros funcionais e estéticos, conseguimos valorizar o aparelho antigo do cliente de forma transparente e oferecer um voucher de desconto mais justo. Na outra ponta, o varejista ganha previsibilidade, elimina riscos operacionais e aumenta a rentabilidade de uma categoria que costuma ter margens pressionadas”, acrescenta Mendes.


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Fonte: Carta Capital

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