Lula defende PEC da Segurança: “vamos libertar o povo brasileiro do crime organizado”

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Por João Antonio CunhaBrasil 247

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (13), durante uma live, que seu governo pretende ampliar a participação da União, dos estados e dos municípios na segurança pública. Ao defender a chamada PEC da Segurança, Lula disse que o objetivo é estabelecer as atribuições de cada esfera de governo e permitir maior atuação no combate à criminalidade.

O presidente lembrou que a Constituição de 1988 concentrou nos estados a responsabilidade pela segurança pública, enquanto a União manteve sob sua estrutura instituições como a Polícia Federal, a Polícia Penal e a Polícia Rodoviária Federal. Segundo Lula, a proposta enviada ao Congresso pretende modificar essa organização para permitir uma atuação mais articulada.

Ao explicar a estratégia que defende para as comunidades, Lula afirmou que o combate ao crime organizado deve passar pela recuperação do controle territorial por parte da população. “Porque a gente quer devolver o território para a comunidade. Quem mora na vila é o povo. O povo tem que ser dono da vila. Quem estuda na escola é o filho dos pobres. Ele tem que ser dono da escola”, declarou o presidente.

Na sequência, Lula criticou a presença de grupos criminosos e milicianos no controle de bairros e comunidades e afirmou que o governo pretende enfrentar essas estruturas. O presidente defendeu uma política de segurança baseada no uso de inteligência, inclusive nas regiões de fronteira. “Vamos acabar com esse negócio de malandro, de miliciano. Mandar no bairro, mandar na vila. Nós vamos libertar o povo brasileiro do crime organizado”, disse.

Lula acrescentou que o objetivo é fazer um enfrentamento ao crime organizado que também considere as fronteiras brasileiras. “Vamos fazer segurança de verdade, com muita inteligência, na fronteira brasileira, para que a gente possa assegurar que esse país vai ter paz”, afirmou.

Lula quer zerar roubos de celulares

Durante a live, Lula também falou sobre o programa federal Celular Seguro, que foi expandido pelo governo para combater o roubo, o furto e a receptação de aparelhos no país. Ao abordar a iniciativa, o presidente explicou que a plataforma permite ao proprietário informar o número do celular levado para que o aparelho seja bloqueado.

De acordo com o presidente, a medida tem como objetivo impedir que o aparelho continue sendo utilizado e criar condições para que o celular seja devolvido. “Se você tiver seu celular roubado, você tem que ter o número do seu celular. Você telefona para a plataforma, o seu celular roubado vai ser bloqueado. Quem roubou não vai poder fazer nada”, explicou Lula.

O presidente afirmou que a iniciativa também pretende dificultar a circulação de aparelhos roubados no mercado. Por isso, orientou os consumidores a consultar a plataforma antes de comprar um telefone oferecido por terceiros, especialmente quando o preço estiver muito abaixo do esperado.

Lula disse que a consulta permite verificar se o aparelho foi roubado e evitar a compra de um celular de origem ilícita. “Você entra na plataforma que você vai saber se o telefone é roubado ou não. Para você não entrar de gaiato, porque malandro é malandro”, afirmou.

Ao falar sobre a cadeia econômica relacionada aos roubos, Lula disse que os responsáveis pela organização do crime são os principais beneficiários da atividade, enquanto jovens são utilizados para executar os roubos. “Quem rouba é o pobre. Quem ganha é o rico. Porque o crime organizado paga para os moleques roubarem. Mas são eles que ganham dinheiro. Eles que compram. Eles que desmontam. E eles que vendem”, declarou.

Segundo Lula, a intenção do programa é chegar a uma situação em que o roubo de celulares deixe de ocorrer. “Nós queremos o roubo de telefone zero”, afirmou o presidente. Ele também disse que as pessoas flagradas praticando esse tipo de crime deverão ser punidas.

Ao encerrar a fala sobre segurança pública, Lula afirmou que a construção de um país mais seguro depende da participação da própria população. “E quem roubar e for pego vai ser punido também. Esse país, cara, não sou eu que vou construir. É você!”, concluiu.

Fonte: Brasil 247

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