Chile prende quase 300 durante atos em memória das vítimas de Pinochet
Por CartaCapital — Carta Capital
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Pela primeira vez desde o retorno à democracia, em 1990, não houve mobilizações oficiais
Quase 300 pessoas foram detidas no Chile, neste sábado 12, durante os protestos anuais em memória das vítimas da ditadura de Augusto Pinochet (1973–1990), informou o governo de José Antonio Kast (extrema-direita).
As manifestações marcaram o 53º aniversário do golpe militar contra o presidente Salvador Allende. Pela primeira vez desde o retorno à democracia, em 1990, não houve atos oficiais.
Segundo o ministro da Segurança Pública, Martín Arrau, o país registrou 198 “atos de violência”, resultando em 284 prisões. Entre os detidos há 31 menores e 16 estrangeiros. O governo informou que não houve civis feridos ou danos ao transporte público.
Os principais atos se concentraram no Cemitério Geral de Santiago — onde está o mausoléu da família Allende —, no Palácio de La Moneda e do Estádio Nacional.
O confronto entre manifestantes e carabineros envolveu o lançamento de pedras e paus contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e jatos de água.
(Com informações da AFP)
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Fonte: Carta Capital