Como a IA pode impactar negativamente as Eleições 2026
Por André Lourenti Magalhães — Canaltech
A inteligência artificial é um ponto de atenção muito importante nas Eleições Gerais de 2026 no Brasil. Cada vez mais enraizada na rotina digital dos brasileiros, a tecnologia é usada para checar notícias e criar conteúdos, mas também apresenta potencial negativo durante o pleito.
A IA já era presente durante as eleições municipais de 2024, mas esta é a primeira vez que aparece como protagonista no processo para eleger presidente, deputados, governador e senadores. Vale lembrar que o ChatGPT (que marca o início da era da IA generativa) foi lançado após o segundo turno das eleições de 2022.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já estabeleceu regras sobre o uso dos assistentes durante as eleições, mas ainda existem preocupações sobre fake news e outros impactos negativos.
Quais riscos a IA pode apresentar nas eleições?
O principal problema envolve a desinformação. Conteúdos falsos em período eleitoral não são nenhuma novidade, mas a inteligência artificial consegue produzi-los em larga escala e ampliar a distribuição.
Uma simples montagem em vídeo pode ser feita em alguns segundos e ser compartilhada nas redes sociais, por exemplo. Ainda que o post original seja derrubado, ainda abre brecha para que outros materiais do mesmo tipo sejam criados.
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Em conversa com o Canaltech, o Diretor Sênior de IA e Inovação da empresa de cibersegurança Norton, Iskander Sanchez-Rola, explica que esse o ritmo acelerado das IAs é um problema no período.
“A IA mudou a velocidade e o alcance com que a desinformação pode se espalhar. Durante as eleições, conteúdos enganosos podem ganhar atenção rapidamente e influenciar a forma como as pessoas compreendem uma questão antes mesmo de terem a chance de verificar as informações.
Isso torna ainda mais importante fazer uma pausa antes de compartilhar algo, verificar de onde veio a informação e conferir se outras fontes confiáveis estão divulgando o mesmo conteúdo. Uma regra simples: se você não consegue verificar a informação, não tenha pressa em compartilhá-la”.
Lado positivo da tecnologia
Por mais contraditório que pareça, a própria IA é uma forma de ajudar a combater a desinformação gerada pela tecnologia. Ainda que os assistentes não possam sugerir nomes de políticos, eles podem ser usados para verificar notícias e confirmar se um fato é real.
“Ela pode ajudar a explicar o que está sendo dito, destacar detalhes que merecem uma análise mais cuidadosa e indicar fontes que as pessoas podem consultar e verificar por conta própria. Isso pode ser especialmente útil quando o volume de informações é tão grande que se torna difícil analisar cada afirmação em profundidade”, reforça o Diretor de IA e Inovação da Norton, Iskander Sanchez-Rola.
O Gemini, por exemplo, permite verificar se um vídeo ou imagem foi criado com inteligência artificial do Google, enquanto o Claude pode incluir uma marca d’água invisível em textos.
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Como não compartilhar conteúdos falsos feitos por IA
Algumas dicas ajudam a identificar e restringir conteúdos enganosos feitos com IA durante esse período. Confira:
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Verifique a mesma informação várias vezes antes de postar
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Procure por possíveis sinais de manipulação na imagem
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Consulte diferentes fontes sobre o mesmo tema
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Tenha cuidado com links suspeitos e mensagens com senso de urgência
Veja algumas dicas para identificar se um texto foi gerado por IA.
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Fonte: Canaltech